O livro “Borbonela: a borboletinha que não podia voar”, de autoria da professora Cristiane Palagano, (2025). É um daqueles “livrinhos”, de literatura infantil, lúdico-pedagógico e ético. Primando por cores vibrantes, palavras potentes e pujantes. Bem como letras grandes para boa visualização e leitura pelas crianças. É um livro de fricção.
Seu ponto alto são os sete personagens, animaizinhos que vão nos ensinar/educar por meio das suas características especiais.
Sendo eles: um ratinho agitado, um patinho cego, um elefante anão, um coelhinho surdo, um jacaré banguela, uma formiguinha sem perna e, a personagem central do livro, não podia voar, uma borboletinha chamada Borbonela.
A autora vai apresentando cada um destes personagens como numa fábula. Se de cara o livro se inscreve no rol da literatura infantil, é para adultos que a autora também escreve, mas sobretudo, para educadores/as e todos/as docentes que têm a missão de ensinar às crianças a ler a palavra escrita e depois escrever.
Na diversidade das crianças no chão da escola e os diversos diagnósticos. Fazendo como ensinou o mestre Paulo Freire, que a leitura do mundo deve preceder à leitura da palavra.
Assim a professora Cristiane Palagano, teve a profunda sensibilidade de criar sete personagens cada qual com uma característica especial de ser e estar no mundo. E a partir dessas especificidades que a vida nos apresenta, nossa querida autora aproveita para nos educar para a empatia, para o não preconceito, para o sentimento de respeito mútuo e amplo.
Portanto, o livro “Borbonela”, cumpre devidamente a sua função moral, estética e didática. É recomendado a todos/as professores e professoras preocupados/as com a inclusão social e à função socioeducativa da escola.
Coração é a palavra-chave do livro, permeando, animando cada uma das falas e diálogos entre os animaizinhos e ensinando que o amor deve ser o vetor de superação das dificuldades/deficiências que cada ser vivo pode ter. Estando ciente, nossa autora, como boa professora de português que é acerca do étimo da palavra coração, que para os gregos é “cor”, por isso devemos levar suas lições de cor, não na cabeça, mas no coração, saber no coração.
Não faltando a “Moral da história”. Que eu deixo em aberto para a leitora e o leitor adquirir o livro e saber.
Meus parabéns à autora pela iniciativa e coragem.
Boa leitura.
*Professor de história, associado II, UFMS-CPNA.
Este texto, não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal da Nova
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