Rede Alyne fortalece assistência materno-infantil em MS

Estratégia substitui a antiga Rede Cegonha e prevê novos serviços especializados, mais recursos e atendimento humanizado em todas as regiões do Estado

André Lima, SES


Mato Grosso do Sul avança na implantação da Rede Alyne, programa do Ministério da Saúde que substitui a antiga Rede Cegonha e amplia a assistência materno-infantil no SUS. A estratégia prevê novos serviços especializados, aumento de financiamento e fortalecimento do cuidado humanizado a gestantes, puérperas, recém-nascidos e crianças.

No Estado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES), em conjunto com os municípios, elaborou o Plano de Ação Regional da Rede Alyne, que reúne as demandas de cada região e as propostas de habilitação de novos serviços.

Entre as estruturas já aprovadas pelo Ministério da Saúde estão ambulatórios especializados para gestação e puerpério de alto risco em Campo Grande, Dourados, Jardim e Três Lagoas. Os espaços terão equipes multiprofissionais e serão referência no acompanhamento de gestantes com maior risco de complicações.

Também foram aprovados ambulatórios de seguimento para recém-nascidos e crianças que receberam alta de unidades neonatais em Aquidauana, Jardim, Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas. A medida busca garantir acompanhamento especializado após a internação e fortalecer o cuidado contínuo na infância.

A rede também prevê Centros de Parto Normal intra-hospitalares em Sidrolândia, Dourados e Três Lagoas, voltados ao atendimento de gestantes de baixo risco, com incentivo ao parto normal e redução de intervenções desnecessárias.

Segundo a gerente da Rede Alyne em Mato Grosso do Sul, Helena Chulli Vieira, a implantação representa avanço na organização da assistência.

“A Rede Alyne fortalece uma linha de cuidado mais integrada, humanizada e regionalizada. O objetivo é garantir que mulheres e crianças tenham acesso a um atendimento mais qualificado, desde o pré-natal até o acompanhamento da criança após o nascimento”, afirmou.

Além da abertura de novos serviços, a estratégia atualiza valores de financiamento de leitos de UTI neonatal, unidades intermediárias neonatais, leitos de gestação de alto risco, bancos de leite humano e casas de apoio para gestantes, bebês e puérperas.

O incentivo para exames de pré-natal passa de R$ 55 para R$ 144,35 por gestante acompanhada, com inclusão de novos exames, testes rápidos e ampliação do acesso ao ultrassom obstétrico. O programa também prevê recursos para transporte inter-hospitalar especializado e fortalecimento da regulação em casos obstétricos e neonatais de urgência.

Para a coordenadora da Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, a Rede Alyne amplia o acesso e melhora a assistência em diferentes regiões do Estado.

“Além da ampliação dos serviços especializados, a Rede Alyne traz um olhar voltado para a qualidade do cuidado, para a redução das desigualdades e para o fortalecimento do atendimento humanizado”, destacou.

A SES segue orientando os municípios a concluírem os processos de habilitação no Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), etapa necessária para formalização dos serviços e recebimento dos recursos federais.

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