Policial / Polícia
Mulher é encontrada morta em sítio em Naviraí
Polícia Civil trata o caso como feminicídio, o 13º registrado em Mato Grosso do Sul em 2026; autoria ainda é investigada
Da Redação
Maria do Carmo de Souza, de 66 anos, foi encontrada morta na manhã deste domingo (28), em uma propriedade rural localizada no Setor Chácaras, em Naviraí. A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio, o 13º de Mato Grosso do Sul em 2026, e investiga a autoria do crime.
A ocorrência teve início após um dos filhos da vítima, de 47 anos, receber uma mensagem informando que a mãe havia sido encontrada caída no imóvel, aparentemente sem vida. Ao chegar à propriedade, ele confirmou a morte e acionou a Polícia Militar por meio do irmão, já que não havia sinal de telefonia celular no local.
Quando os policiais chegaram, encontraram Maria do Carmo caída ao solo, sem sinais vitais e com sangue ao redor do corpo. A área foi isolada e preservada até a chegada da delegada plantonista, investigadores e peritos da Polícia Civil.
Durante a perícia, os investigadores localizaram dentro da residência uma espingarda adaptada para calibre .22. A arma foi apreendida, e a ocorrência também foi registrada como porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Até o momento, a polícia não informou se o armamento tem relação com o homicídio.
Maria do Carmo morava sozinha no lote rural. Segundo o filho, ele visitava a mãe diariamente.
Em depoimento, um vizinho de 63 anos relatou que, por volta das 23h30 de sábado (27), ouviu uma motocicleta chegar ao lote onde a vítima morava.
Conforme o relato, um homem entrou na residência e iniciou uma discussão com Maria do Carmo.
Ainda segundo o vizinho, em determinado momento, o homem chutou o portão lateral da casa e passou a pressionar a vítima. Preocupado, ele retornou para sua residência e enviou diversas mensagens para Maria do Carmo, tentando saber se ela estava bem, mas não recebeu resposta.
Na manhã deste domingo, diante do silêncio da vizinha, o homem foi até a residência e encontrou Maria do Carmo morta. Em seguida, avisou os filhos e outros familiares.
À polícia, o vizinho informou que era comum ver um suspeito frequentando o local. Ele descreveu o homem como moreno, magro, de baixa estatura, e disse que ele costumava chegar ao imóvel em uma motocicleta Honda Titan verde.
O vizinho afirmou acreditar que o suspeito mantinha um relacionamento com a vítima. Familiares de Maria do Carmo relataram que o homem trabalhava como borracheiro.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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