Nacional & Geral / Política
Empresários criticam PEC do fim da escala 6x1 no Senado; sindicatos e governo defendem redução da jornada
Proposta que prevê dois dias de descanso por semana e redução da jornada para 40 horas semanais divide opiniões entre setores produtivos e representantes dos trabalhadores
Luis Gustavo, Da Redação*
Empresários, sindicatos e representantes do governo participaram nesta quarta-feira (1º) de uma audiência pública no Senado para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Brasil. O debate reuniu posições divergentes sobre os impactos econômicos e sociais da mudança.
Representantes dos setores de comércio, transporte e indústria afirmaram que a aprovação da medida pode elevar custos para as empresas e afetar a economia. Para as entidades patronais, a definição da jornada deveria ocorrer por meio de negociações entre trabalhadores e empregadores, sem alteração constitucional.
A PEC em discussão prevê o fim da escala em que o trabalhador atua por seis dias e descansa um, além da criação de dois dias de descanso semanal e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
Já representantes sindicais e do governo defenderam que a mudança traria ganhos para a qualidade de vida dos trabalhadores. Os defensores da proposta argumentam que a redução da jornada pode ampliar o tempo para convivência familiar, estudos e lazer, além de contribuir para trabalhadores mais descansados e produtivos.
Durante a audiência, empresários também defenderam alternativas à proposta aprovada na Câmara, incluindo modelos com maior flexibilidade e contratos por hora trabalhada. Já os sindicatos afirmaram que a manutenção da escala 6x1 mantém trabalhadores em situação de desgaste e limita o tempo fora do ambiente profissional.
A tramitação da PEC segue como um dos temas em debate no Senado, após permanecer parada aguardando avanço nas comissões da Casa. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e agora depende da análise dos senadores. *Com informações da Agência Brasil.
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