Economia & Negócios / Economia
Gasolina pode ficar mais barata, sinaliza Petrobras
Presidente da estatal afirma que preços dos combustíveis seguem tendência global, mas decisão será tomada com cautela para evitar volatilidade no mercado brasileiro
Luis Gustavo, Da Redação*
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nessa quarta-feira (1º) que a gasolina poderá acompanhar a tendência de queda observada em outros combustíveis após a redução do preço do petróleo no mercado internacional.
Segundo a executiva, a política de preços da companhia considera o comportamento dos valores globais. Nos últimos dias, a Petrobras anunciou redução de R$ 0,35 por litro no diesel e, nesta quarta-feira (1º), informou corte de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV).
“Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais. No caso da gasolina, é a mesma coisa”, declarou Magda.
De acordo com a Petrobras, os ajustes refletem a redução dos impactos causados pelo conflito no Oriente Médio sobre o petróleo e seus derivados. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã provocou alta nos preços após preocupações com a oferta mundial.
Mercado internacional influencia preços
O aumento inicial ocorreu principalmente devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, região estratégica por onde circulava cerca de 20% da produção internacional de óleo e gás antes do conflito.
Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil segue referências internacionais porque o produto é uma commodity negociada globalmente.
Com a retomada parcial do fluxo de navios petroleiros pela região, o barril de petróleo tipo Brent voltou para a faixa de US$ 70, próxima aos valores anteriores ao conflito. Durante o período mais crítico, a cotação ultrapassou US$ 110.
Petrobras diz que acompanha cenário com cautela
Magda Chambriard afirmou que a empresa monitora diariamente os preços internacionais, mas pretende evitar repassar oscilações imediatas ao consumidor brasileiro.
“Vamos acompanhar a tendência, mas não todos os dias”, disse.
A presidente da estatal também afirmou que a gasolina demorou para registrar aumento e destacou que a atual política busca reduzir impactos da volatilidade externa.
Em maio de 2026, a Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,48 por litro na gasolina, mas o valor efetivo para as distribuidoras ficou em R$ 0,04 por litro após a aplicação de uma subvenção do governo federal.
Segundo Magda, decisões tomadas anteriormente com repasses frequentes de altas e baixas acabaram trazendo impactos negativos para a empresa.
Governo avalia retirada de subsídios
Com a redução das pressões internacionais sobre os combustíveis, o governo federal iniciou o processo de retirada de subsídios concedidos ao setor.
Após a queda anunciada no diesel, foi encerrado um benefício de R$ 0,35 por litro destinado ao combustível. O governo também avalia retirar o subsídio de R$ 0,44 relacionado à gasolina.
Questionada se a Petrobras poderia reduzir o preço da gasolina antes dessa mudança, Magda afirmou que considera a discussão “prematura” e reforçou que a companhia seguirá avaliando o cenário com cautela. *Com informações da Agência Brasil.
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