PMA multa cooperativa em R$ 100 mil e apreende aeronave por pulverização aérea irregular em Tacuru

Avião agrícola aplicava agrotóxicos em plantação de eucalipto sem a outorga ambiental obrigatória; aeronave foi apreendida e permaneceu retida em Caarapó

Da Redação


Uma operação da Polícia Militar Ambiental (PMA) resultou na aplicação de multa de R$ 100 mil contra uma cooperativa agroindustrial e na apreensão de uma aeronave agrícola utilizada em pulverização aérea de agrotóxicos sem a licença ambiental exigida. A fiscalização ocorreu na quarta-feira (1º), no município de Tacuru.

A equipe do Grupamento da Polícia Militar Ambiental de Mundo Novo, pertencente ao 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental (2º BPMA), realizava patrulhamento ostensivo pela rodovia MS-295 quando flagrou a atividade irregular em uma pista de pouso localizada em uma fazenda.

Durante a vistoria, os policiais constataram que a aeronave realizava a aplicação diurna de defensivos agrícolas sobre uma plantação de eucalipto situada em uma propriedade rural vizinha.

Cooperativa agroindustrial foi autuada em R$ 100 mil por operar serviço potencialmente poluidor sem autorização legal - Vídeo: Polícia Militar Ambiental

Questionado pela equipe, o responsável pela operação informou que a empresa de aviação agrícola possui sede em Palotina (PR) e presta serviços a produtores rurais em Mato Grosso do Sul, utilizando o município de Caarapó como base operacional.

Entretanto, ao ser solicitada a apresentação da Outorga Ambiental, documento obrigatório para a realização de serviços de aeropulverização no Estado, nenhum comprovante foi apresentado. Segundo a PMA, os representantes da empresa também não souberam informar se a autorização havia sido emitida pelos órgãos ambientais competentes.

Diante da constatação de atividade potencialmente poluidora exercida sem a devida autorização legal, a Polícia Militar Ambiental lavrou auto de infração administrativa, aplicando multa de R$ 100 mil à cooperativa responsável pela operação.

Além da autuação, a aeronave agrícola foi apreendida e permaneceu sob a responsabilidade da própria empresa, na condição de fiel depositária, devendo permanecer retida na unidade operacional de Caarapó até as providências legais cabíveis.

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