Brasil cria 145 mil empregos formais em junho

Saldo do primeiro semestre chega a 921,6 mil vagas; setor de Serviços liderou a geração de postos com carteira assinada

Da Redação


O Brasil criou 145.161 postos de trabalho com carteira assinada em junho de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nessa quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado decorre de aproximadamente 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos registrados ao longo do mês.

No acumulado entre janeiro e junho, o mercado formal brasileiro contabilizou saldo positivo de 921.645 empregos. Já nos últimos 12 meses, entre julho de 2025 e junho de 2026, foram criados 963.921 postos formais.

Serviços lideram geração de vagas

Os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas apresentaram desempenho positivo em junho. O setor de Serviços liderou a criação de empregos, com saldo de 74.514 vagas.

O resultado foi impulsionado principalmente pelas atividades administrativas e serviços complementares, que abriram 26.634 postos, seguidas pelas áreas de saúde humana e serviços sociais, com 20.436 vagas, e transporte, armazenagem e correio, com 16.217.

Na sequência aparecem a Agropecuária, com 22.898 novos postos; o Comércio, com 19.177; a Indústria, com 14.438; e a Construção, com 12.136 vagas.

Emprego cresceu em 25 estados

Das 27 unidades da Federação, 25 registraram saldo positivo em junho. São Paulo apresentou o maior número absoluto de vagas criadas, com 34.981 postos, seguido por Minas Gerais, com 20.805, e Rio de Janeiro, com 16.856.

Proporcionalmente, o Amapá teve o melhor desempenho, com crescimento de 1,04% no estoque de empregos formais. Na sequência aparecem o Acre, com alta de 0,88%, e Mato Grosso, com 0,85%.

Jovens concentram novas contratações

As mulheres foram responsáveis por um saldo de 72.592 vagas, enquanto os homens ocuparam 72.569 novos postos, uma diferença de apenas 23 empregos.

A população com até 24 anos concentrou a maior parte das novas oportunidades, com saldo positivo de 125.430 vagas.

No recorte por escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo tiveram o maior saldo, com 109.255 postos, seguidos por aqueles com ensino médio incompleto, com 15.185.

Em relação à raça e cor, o saldo foi de 106.176 vagas para trabalhadores pardos, 28.636 para brancos, 20.199 para pretos e 776 para indígenas. Houve resultado negativo entre amarelos, com redução de 66 vínculos, e nos registros sem informação de raça ou etnia, com queda de 10.563 postos.

Salário médio de admissão supera R$ 2,4 mil

O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Entre os trabalhadores classificados como típicos, o valor chegou a R$ 2.446,27. Para os trabalhadores não típicos, a remuneração média foi de R$ 2.101,51.

Primeiro semestre tem destaque para Serviços

Entre janeiro e junho de 2026, quatro dos cinco grandes setores econômicos apresentaram saldo positivo.

O setor de Serviços liderou o período, com a criação de 571.926 empregos formais, crescimento de 2,5%. As atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais responderam por 208.737 vagas.

A Construção criou 168.962 postos, alta de 5,73%, com destaque para obras de infraestrutura, que geraram 64.793 vagas, e construção de edifícios, com 60.552.

A Indústria registrou saldo positivo de 143.442 empregos, enquanto a Agropecuária abriu 40.853 postos.

O Comércio foi o único setor com desempenho negativo no acumulado do ano, com redução de 3.514 empregos formais.

Entre os estados, São Paulo também liderou a geração de vagas no primeiro semestre, com saldo de 252.558 postos. Minas Gerais aparece na sequência, com 108.977, e o Paraná, com 69.638.

Proporcionalmente, os maiores crescimentos foram registrados no Amapá, com 4,25%, no Acre, com 3,38%, e em Mato Grosso, com 3,36%.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!


Comentários