Gravidez precoce afasta mulheres do mercado de trabalho, aponta pesquisa

Estudo revela que 83% das brasileiras que engravidaram na infância ou adolescência perderam empregos ou oportunidades profissionais, evidenciando impactos duradouros na educação, renda e autonomia

Luis Gustavo, Da Redação


Um levantamento realizado pela organização Plan Brasil revelou que 83% das mulheres brasileiras que engravidaram na infância ou adolescência já perderam um emprego ou deixaram de conquistar oportunidades profissionais em razão das responsabilidades com os filhos. A pesquisa reforça que a maternidade precoce continua sendo um dos principais fatores que dificultam a permanência das mulheres no mercado de trabalho. 

 

O estudo, intitulado "Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil", ouviu mais de 1,5 mil mulheres, com idades entre 19 e 29 anos, de todas as regiões do país. Segundo o levantamento, além das dificuldades para conseguir ou manter um emprego, muitas entrevistadas também relataram interrupção dos estudos e redução das perspectivas de crescimento profissional. 

 

Os dados indicam que a necessidade de dedicar grande parte do tempo aos cuidados com os filhos, aliada à falta de uma rede de apoio e de políticas públicas voltadas à maternidade, compromete a qualificação profissional e limita o acesso a melhores oportunidades de trabalho. 

 

A pesquisa também destaca que os efeitos da gravidez precoce se estendem por muitos anos, influenciando diretamente a renda, a independência financeira e a qualidade de vida dessas mulheres. Para os pesquisadores, ampliar o acesso à educação, aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e às políticas de apoio às mães jovens é fundamental para reduzir essas desigualdades. *Com informações da CNN.

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