Economia & Negócios / Economia
Aneel mantém bandeira amarela nas contas de luz em agosto
Consumidores continuarão pagando adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh de energia elétrica consumidos
Da Redação
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nessa sexta-feira (31), a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. O patamar permanece em vigor desde maio de 2026.
Com a decisão, os consumidores continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O resultado ficou dentro das expectativas dos agentes do setor elétrico.
No fim de maio, projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicavam a possibilidade de acionamento da bandeira vermelha patamar 1, que representaria uma cobrança adicional de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.
Naquele período, a redução das chuvas em diferentes regiões do país provocou uma piora nas condições de geração de energia. Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária permaneceu verde, sem cobrança adicional, devido ao cenário favorável nos reservatórios e na produção de eletricidade.
A possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre, associada ao aumento das temperaturas e à redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste, reforça a perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.
Entre os fatores considerados para a definição das bandeiras estão o risco hidrológico, conhecido pela sigla GSF, e a elevação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), utilizado como referência para calcular o valor da energia comercializada no mercado de curto prazo.
Segundo o diretor de Comercialização da Armor Energia, Fred Menezes, as condições hidrológicas da região Sul têm contribuído para conter uma elevação mais acentuada dos preços.
“Apesar de não ser suficiente, sozinho, para levar o PLD a patamares abaixo de R$ 100 por megawatt-hora, o Sul ajuda a conter uma alta mais expressiva dos preços quando apresenta boas condições de afluência”, explicou.
De acordo com Menezes, a região responde rapidamente às variações hidrológicas, tanto em períodos de melhora quanto de piora das condições de geração.
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