Juros altos, e não gastos, explicam alta da dívida pública, diz Durigan

Ministro da Fazenda afirma que crescimento do endividamento está ligado ao custo da rolagem da dívida e defende que governo mantém equilíbrio entre receitas e despesas

Luis Gustavo, Da Redação*


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (6) que o aumento da dívida pública brasileira decorre principalmente dos juros elevados, e não de um crescimento dos gastos do governo.

Em entrevista à GloboNews, Durigan explicou que a elevação da dívida ocorre devido à necessidade de refinanciar títulos antigos com novas emissões, em um cenário de taxas de juros ainda elevadas. Segundo ele, esse processo aumenta o custo da dívida e, consequentemente, o volume do endividamento público. 

"O governo não está gastando mais do que arrecada", afirmou o ministro. De acordo com ele, o crescimento da dívida está relacionado à gestão da própria dívida pública, por meio da rolagem dos títulos, e não ao aumento das despesas governamentais. 

Durigan reconheceu que existe relação entre o cenário fiscal e o nível dos juros, mas destacou que diversos outros fatores também influenciam a política monetária e ajudam a explicar por que o Brasil ainda convive com uma das maiores taxas reais de juros do mundo. 

Dados divulgados pelo Tesouro Nacional em julho mostram que a Dívida Pública Federal ultrapassou R$ 9,2 trilhões em junho, impulsionada principalmente pela forte emissão de títulos atrelados à Taxa Selic, que elevam o custo do financiamento da dívida quando os juros permanecem altos. 

O ministro também reafirmou o compromisso da equipe econômica com o ajuste fiscal e disse que o governo pretende manter a trajetória de melhora das contas públicas nos próximos anos, buscando criar condições para uma redução mais consistente dos juros e da dívida pública. *Com informações da Agência Brasil.

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