Economia & Negócios / Economia
Endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência recua no Brasil
Pesquisa da CNC mostra novo recorde de famílias com dívidas, enquanto diminui o número de consumidores com contas em atraso e sem condições de pagamento
Luis Gustavo, Da Redação*
O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida voltou a crescer e atingiu 82% em julho, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do avanço do endividamento, os indicadores de inadimplência apresentaram melhora.
De acordo com a pesquisa, o aumento do endividamento não significa, necessariamente, piora na saúde financeira das famílias. A maior parte das dívidas está relacionada ao uso do crédito, como compras parceladas no cartão, financiamentos e empréstimos que continuam sendo pagos dentro do prazo.
Em contrapartida, houve redução no percentual de famílias com contas em atraso e também daquelas que afirmam não ter condições de quitar os débitos. O resultado indica uma melhora na capacidade de pagamento dos consumidores, mesmo em um cenário de elevado comprometimento da renda.
O cartão de crédito permanece como a principal modalidade de endividamento entre os brasileiros, seguido por carnês, financiamentos de veículos e crédito pessoal.
Segundo a CNC, a combinação da queda gradual dos juros e da melhora do mercado de trabalho tem contribuído para reduzir a inadimplência, ainda que o acesso ao crédito continue impulsionando o número de famílias endividadas. A entidade ressalta que o desafio continua sendo evitar que o aumento das dívidas se transforme em atraso nos pagamentos nos próximos meses. *Com informações da Agência Brasil.
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