Casas Bahia pede recuperação judicial após confirmar fechamento de lojas

Empresa disse que pretende manter as operações em todos os canais existentes durante o processo, priorizando o atendimento aos clientes e consumidores

Por Band


O Grupo Casas Bahia informou que seu conselho de administração aprovou o ajuizamento de pedido de recuperação judicial da companhia, em conjunto com determinadas subsidiárias.

Segundo a empresa, o pedido foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo (SP) e contou com aprovação do acionista controlador.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. O documento também menciona a não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas.

A recuperação judicial é apontada como necessária e como mais um passo no processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a continuidade das atividades e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações.

A empresa disse ainda que pretende manter as operações em todos os canais existentes durante o processo, priorizando o atendimento aos clientes e consumidores, sem interrupções relevantes e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes.

Além da própria companhia, integram o pedido de recuperação judicial as empresas ASAP Log - Logística e Soluções; ASAP Log; CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística; Cntlog Express Logística e Transporte; Globex Administração e Serviços; Cnova Comércio Eletrônico; Integra Soluções para Varejo Digital; Casas Bahia Tecnologia; e Indústria de Móveis Bartira.

Em razão da decisão, o conselho de administração também aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apreciar a ratificação do ajuizamento, adotado "em caráter de urgência", conforme proposta que a empresa disse que será divulgada oportunamente.

Lojas fechadas

A empresa fechou 298 lojas em todo o Brasil, seis delas em Mato Grosso do Sul.

Funcionários da gigante varejista foram surpreendidos com o anúncio de demissão na sexta-feira (14). As lojas fechadas no interior do Estado estão localizadas em Dourados (duas unidades), Três Lagoas, Naviraí e Nova Andradina. Em Campo Grande, apenas a loja que fica em um shopping na região do bairro Nova Lima fechou.

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