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'Operação Rodas da Sorte' mira rifas ilegais e bloqueia até R$ 500 milhões
Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão e 11 de busca em três estados; investigação aponta influenciador de Campo Grande como responsável por rifas ilegais de veículos de luxo
Da Redação
A Polícia Civil deflagrou, na terça-feira (18), a "Operação Rodas da Sorte", contra um esquema investigado por loteria não autorizada, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação teve como alvo, entre outros suspeitos, um influenciador digital de Campo Grande que, segundo as investigações, promovia rifas ilegais de veículos de luxo pelas redes sociais há pelo menos sete anos.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca domiciliar. As ordens judiciais foram executadas em Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rio de Janeiro.
Conforme a Polícia Civil, quatro buscas foram realizadas em Campo Grande, outras quatro na Paraíba e três no Rio de Janeiro. A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) e contou com apoio de outras unidades especializadas da Polícia Civil sul-mato-grossense, além das polícias civis da Paraíba e do Rio de Janeiro.
A Justiça também determinou o sequestro de 22 veículos de alto padrão e dois relógios de luxo, além da indisponibilidade de cinco imóveis. Segundo a investigação, houve ainda ordem de bloqueio de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias vinculadas aos investigados.
As apurações apontam que o influenciador digital promovia sorteios de veículos de luxo por meio das redes sociais sem a autorização exigida para esse tipo de atividade. Os investigadores sustentam que valores milionários obtidos com as rifas teriam sido posteriormente submetidos a operações destinadas a ocultar ou dissimular a origem do dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, o suposto esquema de lavagem de capitais teria participação de pessoas jurídicas sediadas nos estados do Rio de Janeiro e da Paraíba.
A investigação também identificou indícios de que uma empresa localizada no Rio de Janeiro oferecia supostas “soluções de sorteios” a influenciadores digitais. De acordo com a polícia, alguns desses clientes também são investigados em outros procedimentos relacionados à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas por meio de sorteios realizados na internet.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou as medidas de prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro patrimonial.
Os quatro alvos das prisões foram localizados. Dois homens, de 32 e 36 anos, foram presos em Campo Grande; outro, de 43 anos, em João Pessoa (PB); e o quarto, de 46 anos, no Rio de Janeiro (RJ).
A "Operação Rodas da Sorte" contou com apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), além das polícias civis do Rio de Janeiro e da Paraíba.
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