PF aponta que lobista tinha autorização para atuar em nome de Lulinha em negociações, segundo investigação

Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que a empresária se apresentava como representante do filho do presidente em tratativas envolvendo interesses empresariais e órgãos do governo

Luis Gustavo, Da Redação*


A Polícia Federal identificou indícios de que uma lobista investigada no esquema de fraudes do INSS atuava com aparente autorização para representar os interesses do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em negociações relacionadas a empresas e órgãos do governo federal.

 

De acordo com a investigação, mensagens obtidas pelos agentes apontam que a empresária mantinha uma relação próxima com o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e participava de tratativas envolvendo projetos e oportunidades de negócios. As conversas analisadas pela PF sugerem que ela não agia de forma independente, mas teria autorização para falar em nome do empresário. 

 

As apurações também revelaram a existência de uma minuta de contrato para a comercialização de medicamentos à base de canabidiol junto ao Ministério da Saúde. O documento teria sido encaminhado ao então chefe de gabinete da Presidência, mas o negócio não avançou. O ex-assessor confirmou o recebimento da proposta, porém negou qualquer favorecimento ou interferência para beneficiar os envolvidos. 

 

A empresária é investigada por sua ligação com o chamado "Careca do INSS", apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema de fraudes envolvendo benefícios previdenciários. A investigação também analisa pagamentos, encontros e trocas de mensagens entre os envolvidos. 

 

Lulinha é alvo de inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência e possível atuação em favor de empresas privadas junto a órgãos públicos. A defesa do empresário nega qualquer irregularidade, questiona a divulgação das informações e afirma que só se manifestará após ter acesso integral aos autos do processo, que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal. *Com informações da CNN.

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