Economia & Negócios / Economia
Mercado livre de energia chegará às residências em 2028
Novas regras permitirão que pequenos negócios escolham o fornecedor a partir de 2027; consumidores residenciais terão a mesma opção no ano seguinte
Da Redação*
O mercado livre de energia elétrica será ampliado nos próximos anos e permitirá que todos os consumidores brasileiros escolham de quem comprar eletricidade. A mudança promete aumentar a concorrência e criar oportunidades de redução na conta de luz, embora a economia dependa das condições oferecidas em cada contrato.
Atualmente, grandes consumidores, como indústrias, shoppings e empresas de maior porte, já podem negociar a compra de energia diretamente com comercializadoras. A abertura para esse grupo ocorreu em 2024 e possibilitou a busca por preços e condições mais vantajosos.
Uma empresa de logística de São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, pagava cerca de R$ 37 mil mensais de energia. Depois de migrar para o mercado livre, há dois anos, conseguiu reduzir a despesa em quase 30%, com economia aproximada de R$ 10 mil por mês, ou R$ 120 mil ao ano.
A próxima etapa da abertura ocorrerá em novembro de 2027, quando pequenos estabelecimentos, como lojas, padarias e restaurantes, também poderão escolher o fornecedor. Já em novembro de 2028, a possibilidade será estendida aos consumidores residenciais.
Apesar da mudança na contratação, a distribuição da eletricidade continuará sob responsabilidade da concessionária que atende cada região. Isso significa que postes, fios, redes e o atendimento relacionado a interrupções no fornecimento permanecerão vinculados à distribuidora local.
Na prática, novas empresas poderão comprar energia das geradoras e comercializá-la diretamente aos consumidores. A contratação deverá observar as regras do setor e poderá envolver contratos com prazo mínimo de 12 meses.
O modelo deve funcionar de maneira semelhante à concorrência existente em outros setores, permitindo que o consumidor compare fornecedores, preços e serviços antes de contratar.
Segundo Gerusa Côrtes, diretora de Operação de Mercado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a maior competição cria perspectiva de redução dos custos. Além do preço, as comercializadoras poderão oferecer serviços adicionais, como informações sobre os horários mais vantajosos para o consumo de eletricidade.
A abertura gradual do mercado nos próximos dois anos também dará tempo para que consumidores conheçam as novas regras e avaliem cuidadosamente as propostas. A recomendação é observar não apenas eventuais descontos, mas também prazo, condições contratuais, reajustes e serviços oferecidos antes de escolher um fornecedor. *Com G1
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