Não gosta de abraços? Especialistas explicam o que pode estar por trás desse comportamento

Especialistas afirmam que evitar o contato físico nem sempre indica um problema e pode estar relacionado à personalidade, criação, cultura ou experiências de vida

Luis Gustavo, Da Redação*


Nem todo mundo se sente confortável ao receber ou dar abraços, e isso não significa necessariamente que exista algum problema. Segundo especialistas, a aversão ao contato físico pode estar relacionada a fatores individuais, familiares, culturais e emocionais.

 

A forma como uma pessoa foi criada pode influenciar esse comportamento. Indivíduos que cresceram em famílias nas quais demonstrações físicas de afeto eram pouco frequentes podem reproduzir esse padrão na vida adulta.

 

O espaço pessoal também é um fator importante. Para algumas pessoas, um abraço pode provocar sensação de invasão, desconforto ou vulnerabilidade. Questões relacionadas à higiene, como o medo de germes e contaminações, também podem contribuir para a rejeição ao toque.

 

Em determinadas situações, a dificuldade com o contato físico pode estar associada a ansiedade, depressão ou ansiedade social. Experiências traumáticas, incluindo situações de abuso, também podem fazer com que o cérebro associe o toque a perigo ou sofrimento.

 

A cultura ainda exerce influência. Em algumas sociedades, o contato físico é menos comum e pode ser considerado uma invasão do espaço pessoal, enquanto em outras o abraço é uma demonstração cotidiana de carinho.

Quando é necessário procurar ajuda?

Não gostar de abraços, por si só, é uma preferência que deve ser respeitada e não exige tratamento. A preocupação surge quando a aversão ao contato físico provoca sofrimento, prejudica relacionamentos ou interfere nas atividades do dia a dia.

 

Nessas situações, o acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender a origem do desconforto e, caso a pessoa queira, trabalhar gradualmente sua relação com o contato físico. *Com informações da CNN.

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