Bebê é morto em ataque com foice e mãe permanece internada em estado grave

Regina Ramires foi socorrida após ser atacada dentro de casa, em Aral Moreira

Luis Gustavo, Da Redação


Regina Ramires, vítima de um ataque com uma foice dentro de casa, em Aral Moreira, permanece internada em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Vida, em Dourados. A informação foi confirmada pelo delegado Lucas Calixto, responsável pela investigação.

 

Regina é mãe do bebê de cinco meses que morreu durante o mesmo ataque, ocorrido por volta das 2h de domingo (30), em uma residência localizada em Aral Moreira, na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

 

Conforme o boletim de ocorrência, Rafael Romero Escobar teria invadido a residência da família e atacado as vítimas com uma foice. A arma foi apreendida pelas autoridades e apresentava vestígios de sangue.

 

Durante o ataque, uma criança de cinco anos que estava no imóvel conseguiu fugir para uma área de mata. Posteriormente, ela pediu ajuda a moradores da região, que acionaram as autoridades.

 

A Polícia Nacional do Paraguai participou dos primeiros atendimentos e auxiliou na preservação do local até a chegada das equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul.

 

Regina foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros em estado grave e encaminhada inicialmente para atendimento médico. Na sequência, foi transferida para Dourados, onde permanece sob cuidados intensivos.

 

Segundo informações registradas pela polícia, Rafael mora nas proximidades da residência e teria admitido o ataque a populares, alegando que teria agido por vingança.

 

A principal linha de investigação aponta para um possível desentendimento anterior entre o suspeito e o pai do bebê, marido de Regina. A discussão teria relação com uma motocicleta que supostamente foi queimada.

 

O pai da criança chegou à residência após o ataque. De acordo com o registro policial, ele apresentava sinais de embriaguez e afirmou que não presenciou o crime.

 

Com a confirmação de que Regina sobreviveu, o caso é tratado como tentativa de homicídio contra ela, enquanto a morte do bebê é investigada como homicídio qualificado.

 

A Polícia Civil de Aral Moreira continua investigando o caso para esclarecer a motivação e as circunstâncias do ataque.

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