Inflação sobe 0,82% em setembro e registra maior alta para o mês desde 2021

Aumento foi impulsionado principalmente pela energia elétrica

Luis Gustavo, Da Redação*


A inflação oficial do Brasil subiu 0,82% em setembro, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). O resultado representa uma aceleração em relação a agosto, quando o indicador registrou deflação de 0,32%. 

 

A alta foi a maior para um mês de setembro desde 2021. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional para a meta de inflação, que tem como referência central o índice de 3%. 

Energia elétrica pressiona os preços

Um dos principais fatores que contribuíram para a elevação do índice foi o aumento nas contas de energia elétrica. O avanço ocorreu após o fim do efeito do bônus de Itaipu, que havia ajudado a reduzir os valores pagos pelos consumidores em agosto.

 

A manutenção da bandeira tarifária amarela também contribuiu para a pressão sobre os custos da eletricidade. O aumento das despesas com energia impactou diretamente o orçamento das famílias brasileiras. 

Alimentação também registra alta

Os preços dos alimentos voltaram a subir em setembro, após terem apresentado queda no mês anterior. Entre os produtos que registraram aumentos estão tomate, arroz e carnes, itens que fazem parte do consumo cotidiano das famílias.

 

O movimento reforça a preocupação com o custo de vida, especialmente para os consumidores de menor renda, que destinam uma parcela significativa do orçamento à alimentação e às despesas básicas. 

Inflação preocupa e mantém atenção sobre os juros

O resultado aumenta a atenção do mercado e das autoridades econômicas sobre a trajetória dos preços no país. A inflação acima do teto da meta representa um desafio para a política monetária, conduzida pelo Banco Central, que utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como um dos principais instrumentos para controlar a alta dos preços.

 

Na última reunião, realizada em setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 13,75% ao ano, em um corte de 0,25 ponto percentual. A evolução da inflação será um dos fatores considerados nas próximas decisões sobre os juros. *Com informações da CNN.

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