Tereza Cristina diz que falou com Alcolumbre para ser a '1ª mulher presidente do Senado'

Senadora do PP também disse disse que pretende apresentar emendas 'para melhorar' a PEC que prevê o fim da escala 6x1

Por G1


A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (12) que gostaria de ser a primeira mulher a presidir o Senado Federal. Ela disse que já conversou com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros senadores sobre a possibilidade.

Em entrevista ao Estúdio i, Tereza Cristina afirmou que está na metade de seu mandato de oito anos e que ainda não sabe se disputará uma nova eleição. Por isso, gostaria de deixar um legado, especialmente para as mulheres.

“Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado, mesmo porque eu tenho comigo que esse talvez seja o meu único mandato no Senado, eu não sei se eu quero disputar outro, e eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres”, afirmou.
 

Ela disse que tem conversado com colegas sobre a sucessão, mas ressaltou que a escolha dependerá da composição da Casa a partir de 2027.

Questionada se disputaria o cargo contra Alcolumbre, Tereza Cristina afirmou que essa possibilidade não foi descartada.

“Isso nunca foi colocado, eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora, a sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois, então a gente tem que ver como é que as coisas vão se encaminhar”, disse.

A parlamentar também citou o senador Rogério Marinho (PL-RN), que tem interesse em disputar a presidência do Senado, e disse ter maior alinhamento político com ele.

“É claro que eu, sendo uma senadora de centro-direita, eu vou estar muito mais alinhada com o Rogério Marinho, que também tem essa pretensão”, afirmou.

Segundo Tereza Cristina, as articulações para a escolha do próximo presidente do Senado também dependerão do resultado do segundo turno presidencial.

PEC da escala 6x1

Tereza Cristina também comentou sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, cuja votação está prevista para quarta-feira (14).

A senadora afirmou que pretende discutir com a oposição a apresentação de emendas para alterar o texto. Ela considera que a proposta precisa de mais debate sobre os possíveis impactos na economia e no emprego.

“Mas vai ser colocada para votar, eu acho que talvez a pressa seja eleitoreira, nós precisaríamos ter mais tempo para essa discussão, mas tudo indica que será colocado na quarta-feira, e aí nós vamos ter que votar, vamos votar, e tentar talvez algumas emendas para tentar melhorar a PEC, porque eu acho que ela pode ser melhorada”, disse.

Para Tereza Cristina, o principal problema é incluir na Constituição regras sobre a escala de trabalho, diante das diferenças entre os setores da economia.

A senadora afirmou que a redução dos dias trabalhados precisa ser discutida com cuidado para evitar possíveis impactos sobre os preços e a disponibilidade de trabalhadores em determinadas atividades.
Ela ressaltou, porém, que não é contrária à ampliação do descanso semanal dos trabalhadores.

Impeachment de ministros do STF

Tereza Cristina também afirmou que vê espaço no Senado, a partir de 2027, para discussões sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ela, o tema esteve presente na campanha de candidatos ao Senado e deverá ser cobrado dos parlamentares eleitos.

“Eu vejo ambiente sim, vejo que foi uma pauta”, afirmou.

A senadora disse que a discussão sobre a atuação do Supremo não deve ser a única prioridade da próxima legislatura, mas avaliou que o tema ganhou importância nas eleições.

“Infelizmente, esse foi um tema que foi central nessas eleições e nós seremos cobrados, sim, por abrir para investigar o que está acontecendo, os fatos que estão aí postos sobre o Supremo Tribunal Federal”, disse.

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