Identificados os três suspeitos mortos em confronto com o Garras em Nova Andradina

Entre os mortos está uma jovem investigada por planejar o assassinato do próprio pai em Batayporã; confronto ocorreu durante a Operação Descarrilho

Da Redação


Uma mulher suspeita de arquitetar o assassinato do próprio pai em Batayporã morreu durante confronto armado com policiais civis do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), nesta quinta-feira (15), em Nova Andradina. Outros dois suspeitos também morreram na ação, realizada durante a Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Civil para investigar homicídios relacionados à disputa entre facções criminosas na região.

A jovem, identificada como Ana Vitória Nascimento Santos, é apontada pela polícia como mentora do assassinato do próprio pai, Gilson Santana dos Santos, morto a tiros no dia 29 de setembro, na região da Vila Maria Gonçalves, em Batayporã. Segundo as investigações, ela teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho, e o crime estaria relacionado à disputa entre grupos rivais.

O confronto ocorreu em um conjunto de quitinetes em Nova Andradina, onde os três suspeitos estavam. Durante a ação, os policiais apreenderam três armas de fogo que teriam sido utilizadas no confronto, além de uma motocicleta que pode ter sido empregada nos homicídios investigados em Batayporã.

Leia também

| Polícia Civil defraga 'Operação Descarrilho' para apurar homicídios em Batayporã 

| Operação da Polícia Civil cumpre 16 mandados e termina com três mortos em confronto em Nova Andradina

| Homem é morto a tiros em residência em Batayporã 

| Homem é morto a tiros em casa em Batayporã 

Três armas de fogo e uma motocicleta foram apreendidas no imóvel onde ocorreu o confronto - Fotos: Jornal da Nova

Os outros dois mortos foram identificados como Wemerson Costa dos Anjos, de 18 anos, natural do Maranhão, e João Lucas Santos Nunes, de 23 anos, de Jaciara (MT).

A “Operação Descarrilho” também cumpriu mandados judiciais em Batayporã e Bataguassu. Diversas pessoas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para oitivas e outros procedimentos investigativos. Alguns alvos não foram localizados, e as equipes continuam em diligências.

A ofensiva mobiliza policiais do GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), da DENAR (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), do DEFRON (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), das SIGs (Seções de Investigações Gerais) de Nova Andradina e de Bataguassu, da DAM de Nova Andradina e das Delegacias de Polícia de Ivinhema e de Angélica. Também atuam equipes da Força Tática do 8º Batalhão de Polícia Militar, de Nova Andradina e apoio aéreo da CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo).

Ação coordenada pela Polícia Civil de Batayporã mobilizou equipes especializadas e apoio aéreo em três municípios - Foto: Jornal da Nova

Coordenada pela Delegacia de Polícia Civil de Batayporã, a operação busca identificar executores, participantes e mandantes dos homicídios, além de apreender armas, celulares e outros elementos que possam contribuir para as investigações.

O nome “Descarrilho” faz referência à tentativa de interromper a escalada de violência atribuída ao grupo criminoso na região.

As investigações seguem sob sigilo. O balanço oficial, incluindo o número de prisões e os materiais apreendidos, deverá ser divulgado após a conclusão das diligências.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!


Comentários