MS tem a terceira menor desigualdade de renda do Brasil, aponta ranking

Rendimento médio cresceu 64% em quatro anos, enquanto a extrema pobreza caiu 60% no Estado

Da Redação


Mato Grosso do Sul ocupa a terceira posição entre os estados brasileiros com menor desigualdade de renda, segundo ranking do Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado acompanha avanços nos indicadores de emprego, rendimento e redução da extrema pobreza.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o rendimento médio mensal no Estado cresceu 64% entre 2021 e 2025, passando de R$ 2.265 para R$ 3.727. O valor supera a média nacional de R$ 3.406.

Outro destaque é a redução de 60% na extrema pobreza entre 2021 e 2024. A taxa caiu de 4% para 1,6%, resultado que representa mais de 70,5 mil pessoas fora dessa condição. No Brasil, o índice é de 3,5%, conforme o IBGE.

Mato Grosso do Sul também lidera o ranking nacional de mobilidade social, com indicador de 2,90%, e alcançou, em 2025, o maior número de pessoas ocupadas da série recente: 1,46 milhão de trabalhadores, crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Desde 2023, o Estado contabiliza mais de 550 mil qualificações profissionais.

Emprego formal cresce 26,7% em cinco anos

O mercado de trabalho também apresentou expansão. Conforme o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, o número de vínculos formais aumentou 26,7% entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, passando de 524.770 para 664.889.

A construção civil registrou o maior crescimento percentual no período, de 49,41%, enquanto o setor de serviços liderou a geração de vínculos em números absolutos, com acréscimo de 49.681 postos.

Entre janeiro e agosto de 2026, Mato Grosso do Sul acumulou saldo positivo de 20.456 empregos formais, elevando o estoque para 685.345 vínculos. Os setores de serviços e construção lideraram as contratações, com saldos de 8.644 e 7.392 empregos, respectivamente.

Os indicadores apontam avanços econômicos e sociais no Estado, especialmente na ampliação do emprego, no crescimento da renda e na redução da pobreza.

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