Réveillon em Copacabana atraiu mais de 2 milhões de pessoas

A chuva não atrapalhou.

Redação


Nem mesmo a chuva que caiu antes da virada tirou o brilho da queima de fogos da Praia de Copacabana, que durou 16 minutos. O Rio recebeu 2012 com uma onda de paz, otimismo e liberdade. Nas areias da Zona Sul, mais de 2 milhões de pessoas saudaram a chegada de 2012, sendo aproximadamente 750 mil turistas.

A chuva forte chegou a ameaçar a festa na areia. Devido à instabilidade do tempo, às 21h21, o Centro de Operações Rio anunciou estágio de atenção. Por volta das 21h, a Marinha chegou a dar ordem de recuo nas 11 barcas que carregavam 24 toneladas de fogos de artifício, por medida de segurança. No momento da queima de fogos, porém, a chuva deu trégua e todos comemoraram.

O espetáculo, por sinal, foi eleito o melhor do mundo por uma publicação internacional especializada. A cidade, que se prepara para receber megaeventos - Rio+20, Copa do Mundo, Olimpíadas -, ganhou o prêmio internacional World Travel Guide pelo Réveillon de Copacabana. A entrega foi realizada ontem no palco onde o Rappa, que homenageou Roberto Carlos, Beth Carvalho e Latino animaram o público.

Também não faltaram atrações em outros pontos da cidade. Na Zona Norte, samba e funk embalaram a festa no Piscinão de Ramos. No Complexo do Alemão, sob a escolta de 1.800 militares, houve festa no teleférico do Morro do Adeus, onde está montada a árvore de Natal. Já a Igreja da Penha foi iluminada por show pirotécnico e contou com apresentação do grupo de pagode Pique Novo.

Rocinha festeja com Baile da Paz

Na Rocinha e comunidades vizinhas, antes dominadas pelo medo do tráfico, moradores celebraram a primeira virada de ano sem o domínio dos fuzis de bandidos da comunidade de São Conrado, na Zona Sul. Teve queima de fogos no alto do hotel Nacional.

A Via Ápia, onde ficava localizada uma das bocas de fumo do tráfico de drogas comandado pelo ex-chefão do pó, Nem, virou o palco do Baile da Paz, promovido pela associação de moradores da favela.

A doméstica Ivonete Silva Barbosa, 35 anos, que mora na comunidade desde que nasceu, chamou parentes para a Rocinha e viu tudo de uma rua com vista privilegiada para a praia de São Conrado. "Espero que 2012 comece como começou 2011, em paz", disse. (Meia Hora)

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