Ratões e ratazanas

Sandro de Almeida


Na última quarta feira (11), uma funcionária trabalhava no Senado Federal quando foi atacada por um rato. Ela, que calçava uma sandália, levou uma mordida no pé. Em seguida, foi atendida no Serviço Médico do Senado. A servidora está de licença e em observação. Após a servidora ter sido mordida pelo rato, o Senado determinou na sexta feira (13) a desratização e a dedetização.

Ratão corajoso e decidido leva seu dinheiro sem prestar conta no que foi gasto, valores que ostentam interesses particulares e que poderiam ser investidos na sociedade, em obras de interesse coletivo.

Pagamentos e benefícios considerados ilegais e imorais dentro da casa de leis, alguns deles praticados durante anos, até décadas, e que incham a máquina pública. Um problema que vem minando os cofres públicos e no bolso dos eleitores é o super salário acima do teto, uma regra simples e clara que está na Constituição, mas que edis parecem ignorar.

Seu dinheiro vai para o ralo, onde vivem ratos e ratazanas da corrupção, durante os anos em que foi oposição, o PT se destacou como uma frente radical e implacável de combate à corrupção. Com tentáculos que se estendiam em todas as direções - bancos, cartórios, polícia, governo, Ministério Público, Justiça.

Quando era preciso conseguir provas contra os adversários, nada escapava aos olhos atentos da máquina montada pelo partido. Essa capilaridade fez do PT detentor de uma exímia tecnologia para cavar e divulgar denúncias que ajudaram a enxotar da vida pública muitos políticos e servidores desonestos.

Isso até 2002. Quando o partido assumiu a Presidência da República, o apetite saneador cessou de repente. O PT havia se aliado aos corruptos de outrora, e a máquina passou, então, a trabalhar para esconder provas de corrupção da turma no poder.

Os bem treinados fundamentalistas do partido se engajaram em outra frente de atalha - clandestina como as antigas, suja como as amigas, mas movida por objetivos bem menos nobres do que os antigos. Em seus nove anos de governo, o PT e os petistas estiveram metidos em grossos casos de corrupção.

Convertidos aos novos tempos, os fundamentalistas continuaram sendo acionados, mas para proteger os criminosos. Eles agem sem nenhum escrúpulo, recorrendo, se necessário, à falsificação, à fraude e à mentira.

Foi assim em 2006, quando um grupo de militantes foi preso comprando um dossiê falso em São Paulo. Foi assim em 2008, quando funcionários da Presidência forjaram documentos com informações sobre os gastos do governo anterior. E, descobre-se agora, também foi assim no mensalão, o maior de todos os escândalos.

E serão assim as diárias frias que não conseguem provar os gastos horripilantes e quanta diferença de um passado recente onde a oposição lutava contra desvios de verbas, superfaturamento de obras, compra de merenda escolar em bares, diárias fraudulentas e muitas outras irregularidades.

O que falta mesmo é uma desratização e a dedetização urgente dentro da casa de leis.
 

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