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Reunião discute ações eficazes para bloqueio de celulares em presídio
Redação
O diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitencário (Agepen), coronel Deusdete de Souza Oliveira, se reuniu na última quinta feira (16) com o juiz da 2ª Vara de Execução Penal, Albino Coimbra Neto, o promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Marcos Alex de Oliveira e representantes da Anatel, Procon e das operadoras de telefonia celular para discutir medidas eficazes para o bloqueio de sinal de celulares dentro do complexo penitenciário de Campo Grande.
O problema dos celulares, que vem sendo discutido pela Agepen, Poder Público e as operadoras de celulares desde o ano passado, caminha rapidamente para uma solução. “Em reuniões anteriores com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, concluímos que a solução para os celulares dentro dos presídios de Campo Grande seria criar uma ‘área de sombra’ no perímetro do complexo penitenciário. Nos primeiros encontros tentamos juntamente com as operadoras, uma alternativa que bloqueasse o sinal o presídio, mas que não prejudicasse a utilização do serviço por parte dos moradores próximos à região. Com esta nova reunião, tivemos a nomeação de um perito que avaliará qual mecanismo será usado para que o bloqueio funcione, não afetando a população ao redor do presídio”, afirmou o coronel Deusdete de Oliveira.
De acordo com o diretor-presidente da Agepen, a previsão é de que em aproximadamente 60 dias o perito apresente as conclusões da análise da área determinada. Paralelo à isso, a Agência Estadual de Administração Penitenciária, continuará intensificando as vistorias nos estabelecimentos penais na busca por aparelhos celulares e outros objetos proibidos.
O bloqueio do sinal de celular evitará que presos utilizem do equipamento, já que há a dificuldade em inibir a entrada desses aparelhos, que são constantemente levados aos presídios, entre outros meios, por visitantes que utilizam até mesmo as partes íntimas para tal fim, além de pessoas que arremessam esses materiais por cima da muralha.
“As vistorias nos presídios continuarão constantes, mesmo enquanto aguardamos a avaliação do perito. O bloqueio do sinal dentro das penitenciárias é uma ação conjunta entre a Agepen e as operadoras de telefonia para evitar que um crime ocorra, partindo de contatos de dentro das penitenciárias. Esta é uma medida prioritária para Campo Grande, que será multiplicada para os municípios do interior do Estado”, destacou o coronel.
Jefferson Gonçalves
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