
Carnavalesco fatura o seu segundo título com a Unidos da Tijuca, que se torna tricampeã. 'Eu amo o que faço', comemora ele. Porto da Pedra e Renascer descem.
Mais uma vez, a criatividade de Paulo Barros consagrou a Unidos da Tijuca como a melhor escola de samba do Rio - a Azul e Amarela do Borel tornou-se tricampeã do Grupo Especial, e o carnavalesco agora é bi. Com samba e baião, o Pavão levou para a Avenida a obra de Luiz Gonzaga, que foi coroado por reis e rainhas no enredo O Dia Em Que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão. A campeã alcançou 299,9 dos 300 pontos possíveis, dois décimos à frente do Salgueiro (299,7).
Também voltam a desfilar no Sábado das Campeãs a Vila Isabel (299,5), a Beija-Flor (298,9), a Grande Rio (298,3) e a Portela (297,2). Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá foram rebaixadas para o Grupo de Acesso A. E a Inocentes de Belford Roxo ganhou a vaga na elite em 2013.
‘A justiça foi feita'
Quando terminou a apuração, cerca de 10 mil pessoas já lotavam a quadra da Unidos da Tijuca, na Leopoldina, para a festa, regada a mais de cinco mil latas de cerveja. Paulo Barros, que não acompanhou a abertura dos envelopes na Sapucaí, foi ovacionado ao chegar à quadra. "A seriedade dos componentes, que ensaiaram muito, é que nos levou à vitória", avaliou mestre Casagrande, há 36 anos à frente da bateria.
Coreógrafa da comissão de frente da escola, Priscila Motta também destacou a entrega e a garra dos integrantes. "A justiça foi feita. Trabalhamos muito, às vezes seis horas por dia, para chegarmos ao título", vibrou Priscila, responsável, junto com o marido Rodrigo Neri, pela coreografia ‘Alma da Sanfona', um dos pontos altos do desfile campeão.
‘Sou um apaixonado por Carnaval', diz o campeão
Com o título de campeão garantido, Paulo Barros se defendeu das acusações de que não teria gostado do tema escolhido pela agremiação para o desfile deste ano. Segundo o carnavalesco, o enredo sobre Luiz Gonzaga foi realizado com paixão, mesmo sem ter sido uma criação sua.
"Este é o resultado de um trabalho realizado ao longo de um ano. Foi falado que eu não gosto de fazer temas tipicamente brasileiros, mas independentemente de ser ou não um tema autoral, eu tenho que abraçar a ideia. Eu sou um apaixonado por Carnaval porque eu amo o que faço", afirmou Barros.
Presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta disse que o campeonato foi resultado de um trabalho de equipe, com grande mérito para o carnavalesco. Segundo o dirigente, o apoio recebido do governo de Pernambuco, estado natal de Gonzagão, também foi essencial.
Chororô em São Gonçalo
O presidente da Porto da Pedra, Francisco Martins, literalmente chorou sobre o leite derramado. Irritado com as críticas ao enredo patrocinado sobre o iogurte e com o rebaixamento da escola de São Gonçalo, que ficou em penúltimo lugar, o cartola soltou os bichos contra o júri. "Eles (os jurados) não quiseram entender nosso enredo", disse Martins, que faria tudo de novo. "Carnaval é negócio, não me arrependo de nada".
Críticas ao julgamento
O presidente da Mocidade, Paulo Vianna, vai pedir à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para rever a forma de atuação dos jurados. Na visão dele, as escolas que desfilam domingo são prejudicadas. "Os jurados sofrem influência quando levam as notas de domingo para casa. Tem sempre algum comentário de alguém da família ou algo dito pela imprensa. Isso tem que ser revisto urgentemente", disse Vianna, inconformado com o 9º lugar.
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