A exportação brasileira de gado em pé poderá ser tributada em 30%. As três principais associações de frigoríficos e exportadores de carne solicitaram a taxação ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), argumentando que é preciso resguardar a competitividade. Pecuaristas entendem que trata-se de um subterfúgio para conseguir comprar matéria-prima barata. No ano passado, o Brasil exportou mais de 400 mil cabeças, o menor volume desde 2008 devido ao recuo de importação da Venezuela. No oficio, União da Indústria e Empresas de Carne (do Pará), Abrafrigo e Abiec defendem igualdade tributária entre o exportador de carne e o de gado vivo. O presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar, cobra isonomia."Estamos na contramão da agregação de valor."
Defensora da manutenção da alíquota zero, a Associação Brasileira de Exportadores de Gado encomendou estudo técnico que contrapõe junto ao MDIC os argumentos pró-taxação, dentre eles, o de que os embarques colaboram para a ociosidade de frigoríficos. O estudo mostra que, considerando os últimos cinco anos, o volume de gado exportado significou 2,9% do total de vagas ociosas para abate na indústria. E apresenta conclusões como a de que o imposto limitaria a comercialização, que tem elevado a renda no setor pecuário e que as exportações são um canal eficiente para diluir o risco na atividade.
A Farsul repudia a taxação. "Indiscutivelmente, a exportação de animais vivos é hoje balizadora de preços no comércio de gado do Estado", explica o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, que inclusive já se queixou ao ministro Mendes Ribeiro Filho.
Agrolink
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