Após quase 24 horas, terminou com ao menos 2 mortos a rebelião no presídio de Governador Valadares, no leste de Minas Gerais.
Outras cinco presos ficaram feridos após serem jogados do telhado, segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social). O órgão alerta ainda para a possibilidade de mais mortos e feridos por causa do fogo na unidade prisional, que já foi controlado.
Ao longo da madrugada, a polícia isolou a região e cortou o fornecimento de água e luz para acabar com o motim.
Ainda de acordo com a Seds, mais cedo, cerca de 100 presos se renderam e passaram a ser transferidos para outras unidades prisionais da região, já que a penitenciária ficou completamente destruída.
Segundo o governo, a cadeia tem capacidade para 290 pessoas, mas abrigava mais de 800.
O presídio será totalmente esvaziado e vai passar por uma reforma. Até a tarde deste domingo, cerca 300 presos ainda estavam contidos em um pátio da unidade enquanto aguardavam transferência, de acordo com a PM. Eles serão transferidos em veículos prisionais e em ônibus de viagem cedidos por empresas de transporte.
Militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), da Polícia Militar, comandaram as negociações com os detentos. O Cope (Comando de Operações Especiais) também participou da operação. O juiz de Execuções Penais de Governador Valadares, Tiago Counagno Cabral, esteve no presídio e auxiliou a PM no processo de rendição dos rebelados.
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