O senador Antonio Russo afirmou que seguirá a orientação das lideranças do PR no encaminhamento que foi decidido em reunião da última quarta feira (14) que definiu que o PR fará oposição ao governo no Senado a partir de agora. “Nossa bancada tem sete senadores e ela poderá ser a fiel da balança nas votações da Casa”, afirmou Russo.
Para ele, o partido não pretende fazer uma oposição radical ou estridente. “Somos responsáveis e sabemos avaliar o que é melhor para o País quando benefícios para a sociedade estão em jogo”, disse, reiterando que o PR atuará de maneira independente, analisando caso a caso os temas de interesse do governo, olhando “as coisas de maneira crítica e sem subserviências”.
De acordo com o senador sul-mato-grossense, o partido tem uma agenda política a favor do diálogo e da participação efetiva dos partidos na gestão pública. “Só podemos ser parceiros do governo compartilhando decisões de governança”, enfatizou Russo, insistindo na tese de que é assim que “ tudo funciona na democracia e em governos de coalizão”.
“Se o governo quer ter parceiros que lhe possibilitem maioria congressual, nada mais natural que dialogue com eles sobre as coisas que têm de ser feitas, de maneira republicana e aberta, sem subterfúgios”, explicou.
Para o senador, essa postura não é fisiológica porque a regra do jogo em governos de coalizão “é a participação da base na gestão, ocupando cargos e formulando programas executivos”. Segundo ele, “em qualquer País democrático do mundo as coisas funcionam desta maneira”. Para ele, tudo tem que ser compartilhado de maneira consensual.
Transparência
O Senador Antonio Russo mostrou-se também preocupado com indícios de que neste ano haverá “aumento da onda de denuncismo por causa do processo eleitoral, que já começa a tomar conta da agenda política do País”. O senador fez o alerta por conta das notícias que estão circulando em Brasília sobre inúmeros problemas funcionais que há décadas perduram no âmbito dos poderes da República e que, em tempo de eleição, surge como se fossem “escândalos renovados”.
Russo afirmou que existem projetos de lei tramitando na Câmara dos Deputados e no Senado visando corrigir inúmeras distorções em setores nevrálgicos, muitas das quais com amparo legal, citando como exemplo a iniciativa da então senadora e atual chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que prevê o fim do pagamento de 14º e 15º salários para deputados federais e senadores.
“O atual estágio do processo democrático faz com que a sociedade exija dos homens públicos mais transparência e isso deve ser feito com critérios gerais, que envolvam ações institucionais e não individuais”, afirmou o senador, explicando que “a aprovação de leis muitas vezes não acompanha a rapidez com que as reivindicações da população surgem no dia a dia”.
O senador usa o exemplo recente da lei da ficha limpa, afirmando que entre a concepção da medida e sua entrada em vigor “demorou algum tempo”. Neste aspecto, Russo reitera que “as conquistas da sociedade são construídas ao longo do tempo e devem ser concretizadas quando são legítimas e corretas”.
O senador, no entanto, não acredita que o denuncismo possa ajudar muito neste processo porque ele “surge em época eleitoral e desaparece em seguida, mostrando que a repercussão visava apenar beneficiar candidaturas específicas”.
Russo reiterou que a imprensa tem que ser atuante e mostrar as mazelas do País, e os políticos devem ser responsáveis e compromissados com o interesse público.
Para ele, deputados e senadores devem procurar olhar o cenário atual com bom senso, mantendo a serenidade para não perder de vista as medidas essenciais para que “possamos avançar nas questões da melhoria da transparência, da governança e no bom uso dos recursos públicos”.
Assessoria
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