Ossos humanos foram encontrados na fazenda de Oswaldo José de Almeida Júnior, vulgo “Dinho” de 53 anos, na última quinta-feira, dia (15), durante um cumprimento de mandado de busca e apreensão, realizado em operação conjunta entre investigadores do Garras – Delegacia Especializada em Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Seqüestros e da Delegacia de Costa Rica.
Os policiais encontraram ainda uma motocicleta Honda/Strada, cor verde, placa KDR-0957, de Jataí/GO e um celular. A ossada humana e a moto estavam jogados em um penhasco localizado na fazenda Santa Maria 2, distante 60 quilômetros de Costa Rica, pertencente a “Dinho” e sua mulher Helena de Fátima Silva Lacerda de 35 anos.
A polícia chegou até a moto e os restos mortais de pessoa ainda não identificada, através de denúncias anônimas que partiram de dentro do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

Segundo o denunciante que por várias vezes entrou em contato com o Garras, “Dinho” em conluio com sua mulher Helena, matou e dispensou no penhasco pelo menos duas pessoas, as quais considerava desafetos seus.
De acordo com o delegado Cleverson Alves dos Santos, da polícia civil de Costa Rica, “os ossos encontrados são de pessoa adulta e a morte ocorreu há mais de 4 anos”.
“O cadáver não foi enterrado e sim jogado no penhasco, que é um lugar de acesso extremamente difícil. Ficou ao relento até se decompor totalmente. Da mesma forma a moto não estava enterrada e sim jogada ao relento”, esclarece Cleverson.

Segundo informou o delegado do Garras, Márcio Shiro Obara, entre os ossos encontrados estão dois fêmur, osso da bacia e um crânio. “Esse crânio apresenta uma perfuração, muito provavelmente provocada por projétil de arma de fogo”, diz Obara.
O delegado Márcio Obara informou que os ossos serão enviados para perícia nos próximos dias e só então será possível identificar o sexo e a provável idade da vítima.

Ainda segundo o delegado Obara, para encobrir o crime, “Dinho” jogou entulhos e lixo, no mesmo lugar em que o corpo foi ocultado. Obara descreve o local como uma furna, com um penhasco de mais de 30 metros de altura, onde há vegetação fechada e o acesso é praticamente impossível. “Para ele o esconderijo era perfeito, jamais imaginou que a polícia pudesse descobrir”, conclui Márcio.
Trajetória criminosa
“Dinho” atualmente está detido no Presídio Federal, em Campo Grande. Ele foi preso em 27 de abril de 2010, acusado de ser o mandante da morte do advogado Nivaldo Nogueira, assassinado com um tiro, em 23 de março de 2009, em um bar de Costa Rica.
Oswaldo inicialmente ficou preso na cadeia de Costa Rica, mas por articular fuga em massa, resgate de presos e planejar a morte de policiais plantonistas, ele foi transferido para o presídio de Corumbá e posteriormente para o presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande.
De dentro da cadeia, “Dinho” articulou mais fugas, planejou assassinatos e se envolveu com o tráfico de drogas e organizações criminosas. Investigação de quatro meses do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) desmantelou a quadrilha da qual Oswaldo fazia parte e apreendeu pelo menos uma tonelada de maconha, em abril do ano passado.
Na ação foram presos Ronald Benites Corrêa, Dyeime Rodrigues do Amaral, Sérgio Luis Nunes da Silva e Damião Morel Melgarejo, todos comparsas de “Dinho”. Com mais esse crime, o pecuarista foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande.
Oswaldo é acusado ainda pela tentativa de homicídio da sua ex-mulher Josana Subtil de Melo. O crime ocorreu em 07 de julho de 2009. O executor, Jair dos Santos, preso em flagrante, foi a júri popular no ano passado, sendo condenado a pouco mais de 8 anos de prisão. Beneficiado por ter bons antecedentes, Jair já está solto.
Jair Roberto Cardoso de 24 anos e José Gleijano de Oliveira de 35 anos, continuam presos em Cassilândia (MS) e devem ir a júri popular ainda este ano.
Oswaldo ainda teria mandado matar Michel Leandro dos Reis de 34 anos, que confessou que a mando de “Dinho” e seu comparsa Edoildo Ramos, vulgo “Piá” de 39 anos, executou com um tiro a queima roupa o advogado Nivaldo Nogueira. O crime contra Michel não se consumou porque o executor Hilton Costa Silva, mais conhecido como Campina Verde de 43 anos, errou o alvo e acabou esfaqueando por engano Rodrigo Batista Flores de 34 anos, que sobreviveu aos ferimentos.
Há diversas denúncias, que inclusive estão sendo investigadas pelo Garras de que “Dinho” planejava matar um juiz, um delegado, promotor de justiça e uma investigadora de polícia, todos envolvidos nas investigações que elucidaram a morte do advogado Nivaldo.
Com informações Costa Rica em Foco
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