Gaviões e Mancha proibidas de entrar em estádios

Redação


As torcidas organizadas Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel estão proibidas de entrar nos estádios de futebol até que sejam apuradas as circunstâncias da morte do palmeirense André Alves Lezo, de 21 anos. A medida foi determinada pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, a pedido da Decradi (Delegacia de Crime Raciais e Delitos de Intolerância) e do Ministério Público.

Terceiranista de engenharia civil na Uninove, André foi morto com um tiro na cabeça, durante briga entre torcedores do Palmeiras e Corinthians, domingo, na Avenida Inajar de Souza, Zona Norte, a caminho do Estádio do Pacaembu.

Na década de 90 a torcida Mancha Verde já havia sido banida dos estádios por viol~encia e, em 1997, mudou o nome para Mancha Alviverde.

Para o ex-craque e dirigente do Palmeiras Cesar Sampaio, não é proibindo as torcidas de entrarem no estádio que se vai impedir que elas se encontrem nem vai resolver o problema da violência no futebol. “Tanto isso é fato que a briga entre os torcedores ocorreu na rua. Aliás, também não foi em razão de rivalidade, porque a pessoa que matou o torcedor já saiu de casa armado, mesmo sendo para se defender, já está predisposto a cometer um ato criminoso.”

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Cesar Sampaio defende que os dirigentes de clubes, autoridades, representantes da Federação de Futebol e torcidas tenham uma conversa para acertar de uma vez por todas a questão da violência. “É inadimíssível que coisas desse tipo continuem a acontecer em um país que está prestes a sediar a Copa do Mundo. Todos perdem com a violência”, afirma.

O coronel Marcos Marinho, diretor de segurança e prevenção da Federação Paulista de Futebol (FPF), disse que o cadastramento de torcedores foi retomado no último sábado. E foi justmente a torcida Mancha Alviverde, à qual pertencia a vítima André Alves Lezo, que foi a primeira a ser visitada. No domingo, uma equipe da FPF visitou a sede da torcida corintiana Estopim. “Anotamos RG, CPF, nome completo, filiação e a foto do sócio. Fazemos isso desde 2006 e temos 40 mil cadastrados. Paramos no final do ano passado porque havia um plano de se realizar cadastramento nacional”, observou.

Segundo Marinho, a FPF tem uma lista de 27 nomes de torcedores com problemas de violência e que estão proibidos administrativamente de comparecer aos estádios. “A lista fica com os clubes e temos fiscais para coibir a entrada deles”.

Diário SP
 

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