Como é praticante de MMA, Ricardo "Mirrado" Maciel está acostumado a levar chutes no rosto, chaves de braço e todo tipo de pancada. Mas nenhum golpe dói tanto quanto o seu passado. O lutador de Avaré (SP), uma das atrações principais da edição 37 do Jungle Fight, hoje à noite, no Ibirapuera, perdeu um irmão, que se envolveu com o consumo e tráfico de drogas, e seguiu igual caminho. Era viciado em cocaína e a frequência com que se metia em brigas de rua se tornou assustadora. "Eu me transformei num brigão de plantão e passei a andar com traficantes armados. Fui virando bicho."
A vontade de acertar as contas com os assassinos de seu irmão também não ajudava em nada. "Por três vezes eu entrei em confronto com eles. Estive a ponto de matá-los e também de morrer, mas felizmente saí ileso."
O lutador atribui o início de sua reviravolta ao nascimento de sua filha, Ana Júlia, em 2003. Mirrado fez alguns esforços para largar a cocaína, mas tinha recaídas. Arrumou um emprego como frentista. Foi então que um colega do posto de gasolina lhe emprestou uma fita de uma luta de Rodrigo Minotauro. "Eu me apaixonei na hora. Comecei a treinar. Mas nos campeonatos levava desvantagem para o pessoal que não usava drogas, e então parei também."
Hoje, Mirrado enfrenta Gilberto Dias (até 57 kg).
Estadão
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