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Educação ambiental: A educação no Brasil do futuro
EDUCAÇÃO AMBIENTAL: A EDUCAÇÃO NO BRASIL DO FUTURO
Redação
A educação no Brasil já passou por várias mudanças quando se pensa no elenco de disciplinas que devem compor o currículo do educando. Já assistimos a retirada de matérias importantes como o Latim, o Francês, o Desenho, o OSPB e a Educação Moral e Cívica que nos faz lembrar o sombrio período do regime militar. Assim, a educação sempre passa por mudanças para o bem ou para o mal. Uma mudança que certamente vai produzir uma verdadeira revolução será a introdução da Educação Ambiental nos currículos escolares de Ensino Fundamental, Médio e Superior. Sua importância já foi destacada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira, a LDB uma espécie de “normas técnicas” que orientam o processo educacional no país. Nessa lei, a educação ambiental é tratada como conteúdos transversais que devem estar presentes no ementário das Ciências Físicas e Biológicas e na Geografia, além de merecer destaque em todo conjunto de matérias do chamado “núcleo comum”.
No entanto, as disciplinas que deveriam contemplar esses importante conteúdo o fazem de forma incompleta e superficial. Como no atual estágio da apropriação e transformação da natureza, com a cultura do consumo descartável, com as mudanças que essa modelo de exploração tem produzido no meio natural é fundamental que esse tema deixe de ser tratado apenas como adereço e venha a ser parte do currículo de formação de nossos filhos. Mas, para a introdução dessa nova disciplina esbarramos em um problema: quem serão os profissionais da educação que ministrarão essa nova e importante disciplina? Como já observamos biólogos, químicos, físicos e geógrafos poderiam suprir essa demanda. No entanto o enfoque não seria de uma educação ambiental e, mais uma vez o tema não seria tratado com a importância que a disciplina almeja.
Nas últimas semanas, tive a grata surpresa que o uma instituição de ensino nova no estado de Mato Grosso do Sul, pretende inovar e criar o primeiro curso de Licenciatura em Ciências Ambientais do país, cujos graduados poderão suprir a necessidade desse profissional na educação. Em conversa com lideranças políticas do sul do estado, fomos informados que o projeto de introdução desse curso pioneiro será implantado no Campus de Nova Andradina, município polo de uma região onde a agressão ao meio ambiente pode ser observada na expansão do agronegócio da cana-de-açúcar, da silvicultura do eucalipto e do extrativismo e produção do carvão vegetal. Além disso, a região possui alguns patrimônios naturais: às margens do rio Paraná, poderá num futuro próximo ser um importante polo turístico, além de um “mini-pantanal” no município de Taquarussu, cidade vizinha ao município sede do campus.
Além disso, a implantação do curso poderá abrir na região a possibilidade de vir a ser um centro de excelência na educação ambiental, com a introdução de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado, e convergir para a região a produção acadêmica. Essa inovação e pioneirismo poderá elevar à região de Nova Andradina no sul do estado a condição de um tecnopolo ambiental e tecnológico. Por fim a criação deste curso pioneiro no Brasil será o marco inicial da introdução da educação ambiental, que certamente irá incentivar outras instituições de ensino no país a introduzir essa modalidade em seu rol de cursos. Dessa forma os Institutos Federais poderão comprovar a vocação que lhes foi imputada de serem os formadores de professores para a educação do futuro.
Paulo Ricardo Bueno Abramovay
Doutor em Ecologia UNESP – Rio Claro
Post PhD in Environmental Sciences
University of Loch Ness
United Kingdom
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