'Falta de diálogo' com PT mobiliza aliança de 'bloquinho'

Redação


Partidos da base do governo federal ainda resistem à ideia de apoiar o pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, e planejam realizar uma pesquisa para apurar as chances de vitória de uma chapa do "bloquinho" de partidos composto por PCdoB, PSB, PDT e PRB. De acordo com o vereador Netinho de Paula (PCdoB), os nomes do candidato e vice seriam definidos apenas após o levantamento, previsto para junho, já que três das quatro legendas querem lançar candidaturas próprias: o PCdoB, com o próprio Netinho; o PDT, com o deputado federal Paulinho da Força; e o PRB, de Celso Russomanno.

Segundo o vereador, a ideia é formar uma "força política" para servir como uma "terceira via" na corrida municipal, que tradicionalmente tem sido polarizada entre o PT e o PSDB. Além de apontar os nomes com mais chance de vitória, a pesquisa - ainda a ser encomendada - deve traçar um perfil do eleitorado "cansado" da briga entre políticos petistas e tucanos.

"Nós estamos firmes na (ideia de lançar) minha candidatura em São Paulo. E os outros partidos também têm seus candidatos nos bastidores, o que é legítimo. Então a pesquisa apontaria os nomes mais fortes", disse Netinho.

Uma eventual aliança entre PCdoB, PSB, PDT e PRB deve render cerca de cinco minutos de propaganda eleitoral na TV e no rádio, calcula o vereador. Embora ainda exista "chão" pela frente, a notícia de uma possível aliança não deve agradar o PT, que ainda não conseguiu formalizar nenhum apoio à candidatura de Haddad na capital paulista.

Para Netinho, porém, a aproximação do bloquinho ocorreu justamente pela "falta de iniciativa em dialogar" do Partido dos Trabalhadores. "(Essa aliança) É fruto de uma grande falta de diálogo com o PT na capital paulista. (...) Talvez pelo costume de achar que há um alinhamento automático do PCdoB com o PT", alfinetou o vereador, que negou que tenha exigido ser vice da chapa de Haddad, como chegou a ser especulado. "Isso nunca foi posto."

Segundo o vereador Jamil Murad (PCdoB-SP), a aproximação dos partidos e, consequentemente, o distanciamento do bloquinho do PT não é uma estratégia de "oposição", mas um posicionamento político. "As pessoas se acostumaram a ver o PCdoB (apenas) apoiando o PT, mas nós podemos cumprir um papel de comandar a cidade", disse. Segundo o político, o PCdoB deve lançar candidatos a nove capitais brasileiras, entre elas o Rio Grande do Sul e Fortaleza.

Terra

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