Falta de médico legista em Naviraí preocupa vereadores, afirma Gallo

Redação


O vereador José Odair Gallo, da bancada do Partido Democrático Trabalhista (PDT) na Câmara Municipal de Naviraí, ao participar da reunião ordinária de segunda-feira (02) demonstrou sua preocupação com a falta de médicos legistas para atender a cidade de Naviraí e municípios adjacentes. Segundo o vereador, até a pouco tempo, cadáveres de toda a região eram conduzidos até o Necrotério Municipal desta cidade para os exames cadavéricos e a feitura dos respectivos laudos.

Infelizmente, isso não ocorre atualmente, sendo os mesmos conduzidos para Nova Andradina ou até mesmo Dourados, cidades distantes em torno de 140 a 150 km. “Isso ocorreu porque os médicos legistas que atendiam aqui foram aposentados ou pediram seu desligamento do quadro de servidores do Estado”, justificou o vereador.

Ao discutir esse assunto, Gallo disse que em 20 de junho de 2011 ele e o vereador Antonio Carlos Klein, apresentaram a Indicação nº 146/2011 que pedia ao secretário Estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Francisco Brasil Jacini, providências para a contratação de novos médicos legistas para atender Naviraí e região.

Local apropriado
Tanto o vereador Gallo como doutor Klein sempre demonstraram preocupação com esse fato. Na reunião desta semana todos os vereadores foram unânimes em afirmar que providências urgentes precisam ser tomadas pelo Governo do Estado para regularizar essa situação. “É inacreditável e inaceitável, mas aqui existiu um caso em que o cadáver chegou com a família no Necrotério no início da noite de determinado dia e só foi liberado para velório e sepultamento as 14 horas do dia seguinte. Isso não podemos aceitar porque nesse caso os familiares foram desrespeitados e não mereciam ser tratados desta maneira”, disseram todos os vereadores ao tomarem conhecimento do caso naquela reunião.

Outro assunto abordado pelos vereadores naviraienses é que a inexistência de um local apropriado para o funcionamento do Instituto Médico Legal (IML) desmotiva os profissionais da medicina que fazem concurso para prestar tal atendimento. “A falta de estrutura é tamanha que em alguns casos eles preferem pedir o desligamento do que continuar a realizar tais procedimentos que são exigidos pela legislação vigente”, salientou José Odair Gallo.

Assessoria
 

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