Pelé foi o centro das atenções nesta segunda-feira, no lançamento do livro que conta a história do Santos reconhecida pelo clube. Entre provocações aos rivais argentinos, pedidos de paz nos estádios, motivados por recentes brigas entre torcidas organizadas, e ato caridoso a um "adversário tiete" que apareceu de surpresa na festa, o "Rei do Futebol" marcou a festividade com declarações marcantes.
O Terra listou as principais passagens da entrevista, que marcou o "pontapé inicial" nas festividades para a semana do centenário santista, que ocorre no próximo sábado, dia 14.
Santos na vida de Pelé
"Agradeço a Deus pela oportunidade de estar aqui e ter me colocado no Santos. Tive a felicidade de presenciar o clube crescendo para o mundo. Eu fiz parte dessa história. Hoje fazem gols, comemoram com coraçãozinho e todos já sabem quem é, enquanto no nosso tempo tínhamos que ir até para a África para sermos reconhecidos. Só não estivemos na lua"
Briga entre torcedores
"Quando eu estive no Ministério, fizemos um trabalho bem forte e sério sobre isso. Elaboramos até cadeia em alguns estádios para os infratores. Mas é difícil falar hoje se existe uma fórmula para combater isso, porque, com o advento da internet, eles organizam brigas fora"
Rivalidade com Maradona
"Nunca fui rival do Maradona. Quando comecei a jogar tinha o Di Stéfano no Real (Madrid) e todos diziam que era melhor que o Pelé. Passou, esqueceram dele e veio o Sigoli, outro excelente. Depois, o Maradona. Agora, dizem que o Messi é melhor. Primeiro precisa ser melhor que o Neymar, coisa que não é ainda"
Geração 2014
"Hoje temos dois ou três jogadores que, se fizerem o que pensamos que podem, estarão bem até lá. O que falta à Seleção Brasileira é pôr um time para jogar, criar uma espinha dorsal. Em 70 tínhamos um esqueleto"
Dívida com o Santos
"Sou um homem de três corações. Mas tudo o que aconteceu com o Pelé, com a carreira do Pelé, não foi sozinho. Tive excelentes jogadores que me apoiaram. Foi Deus quem me colocou aqui, então só Deus poderá responder (se estará vivo nos 200 anos do clube)"
Tiete
"Hoje tenho o registro de qualquer ato no mundo inteiro. Antes quem corria era a bola, agora é o jogador"
Olimpíada
"Nosso melhores jogadores estão nessa faixa de idade, é uma medalha que o Brasil precisa ter. Quando eu comecei a jogar, ainda com 16, não podia ir quem era profissional. Eu nunca joguei uma Olimpíada, por isso não ganhamos"
Concorrentes pelo tetra
"No futebol dificilmente acontece aquilo que projetamos, mas, ao que tudo indica, poderemos ter dois brasileiros na final. Os times do México também estão bem preparados"
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