Três empresários foram presos sob suspeita de anunciar na internet e revender veículos roubados e adulterados para outros estados. A polícia acredita que os acusados tenham comercializado pelo menos 70 carros top de linha e faturado mais de R$ 2 milhões. Eles vão responder pelo crime de estelionato e formação de quadrilha.
Em dezembro do ano passado, a 3ª Divecar (Delegacia de Polícia de Investigações sobre Desmanches Delituosos) do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) prendeu o peruano César Roldon Lopez, responsável por manter uma fábrica clandestina onde criava numeração de chassi, retirava a original e gravava a falsa. Também capturou o despachante Pedro Francisco dos Santos, incumbido de providenciar a documentação para o veículo montado e registro do carro no Detran (Deparamento Estadual de Trânsito). “Conseguia fazer isso sem nota de compra e venda do carro e nem decalque do chassi. O novo carro surgia na tela do computador do departamento sem nenhuma prova física de sua existência”, observou o delegado titular Marcelo Bianchi.
A partir dessas prisões, a polícia chegou aos empresários Adriano Nunes Mattos, 39 anos, Carlos Alberto Pereira Catalano, de 45, e Jonas dos Santos Neto, 27, que atuam no ramo de posto combustíveis, churrascaria, estacionamento e transportadora.
Eles foram detidos quinta-feira em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. A polícia apreendeu três automóveis que estavam no autoposto de Mattos: um Hyundai I30, roubado em agosto de 2011 no Tatuapé; um Volkswagen Golf, roubado em março em São Miguel Paulista; e uma Nissan Frontier, roubada em janeiro na Vila Alpina bairros da Zona Leste.
A polícia está apurando de que maneira o despachante conseguia o registro dos veículos ilegais na tela virtual da Prodesp. Segundo o delegado Marcelo Bianchi, apenas 25% dos carros roubados em São Paulo vão para desmanches. Outros 25% ou 30% serão alterados para voltar ao mercado. Há ainda uma parte que a polícia recupera.
A quadrilha também alterava sinais identificadores de caminhões roubados em todo o país.
Quadrilha alterou 400 caminhões para revendê-los
A quadrilha foi investigada por seis meses no ano passado. O delegado Marcelo Bianchi descobriu o esquema de roubo e remarcações de pelo menos 400 caminhões de todos os lugares do Brasil. Os homens responsáveis por produzir os kits de alteração eram o peruano Cesar Roldon Lopez - remarcando chassis - e o despachante Pedro Francisco dos Santos, providenciando documentação do veículo seminovo, que depois era vendido como se fosse zero quilômetro.
O ferramenteiro peruano foi preso em 8 de dezembro na Vila Matilde, Zona Leste. Ele revelou à polícia que produzia plaquetas e numeração de chassis para os donos de duas revendas de veículos e peças de caminhões localizadas nas Rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias.
A polícia apreendeu, à época, oito motores e quatro câmbios de caminhão com indícios de adulteração e sem nenhuma documentação.
O grupo utilizava numerações de chassis que ainda seriam destinadas a veículos a serem fabricados.. Essa numeração era colocada nos documentos novos. “Nessa época, além de documentos de caminhões, encontramos de automóveis top de linha e ampliamos a investigação. Faziam o mesmo esquema”, disse.
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