A Segurança Pública de Mato Grosso está em choque devido a tanto derramamento de sangue, tanto na Capital, como no interior do Estado. Somando as mortes diárias, mais de 50 pessoas são executadas todos os meses dentro de uma “Guerra Civil” sem precedentes na história de Mato Grosso, um dos mais ricos, e ao mesmo tempo um dos mais inseguros do País
Dois prefeitos executados e um marcado para morrer. Tudo isso em menos de 15 dias na região Norte do Estado de Mato Grosso. Depois do prefeito Valdemir Antonio da Silva (PMDB), conhecido como “Quatro Olhos” morto no dia 24 do mês passado em Novo Santo Antonio, e o prefeito de Nova Canaã do Norte (Norte, a 820 quilômetros de Cuiabá), Luiz Cesar Castro, de 43 de anos, que levou sete tiros e morreu na hora na noite desta sexta-feira (05), surge ameaçado de morte o prefeito de Alto da Boa Vista Wanderley Perin (PR).
Assustado com a possibilidade de ser a terceira vítima de pistoleiros - matadores de aluguel que matam por encomenda -, procurou o governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) para pedir proteção policial.
Sob fogo cruzado, Wanderley assumiu o cargo de prefeito da Prefeitura Municipal de Alto da Boa Vista em meio uma tempestade política após o ex-prefeito Aldecides Milhomen (DEM) ser cassado por irregularidades administrativas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O atual prefeito afirma vem recebendo seguidas ameaças de morte através de telefonemas anônimos. Wanderley também garante que, além dos telefonemas, em Alto da Boa Vista o que mais se ouve ese fala são ameaças veladas da própria comunidade que não esconde que se Justiça não cassar a decisão que o conduziu ao cargo, ele também não fica porque será morto.
Além de Wanderlei, outras pessoas ligadas à sua administração, além de membros de sua família também correm risco de morte. “Temo por minha vida pela vida das pessoas que estão ao meu lado, por isso pedi ao governador segurança. Até porque, o prefeito da cidade vizinha - Valdemir Antonio da Silva, de Novo Santo Antonio -, que nem vinha recebendo tantas ameaças como eu e foi morto no mês passado”, desabafa.
O governado Silval Barbosa, segundo Wanderley, prometeu mandar para a região dois investigadores ou dois policiais militares para fazer sua segurança por 24 horas. Até a manhã deste sábado (06), no entanto, o prefeito continuava sem proteção policial. (Com informações 24H News)
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