Banco Central acredita em desaceleração da inflação em 2012

Agência Estado


As projeções do Banco Central para a inflação medida pelo IPCA, levando-se em conta tanto o cenário de mercado quanto o de referência, estão em torno de 4,5% para este ano e pouco acima da meta de 2013 fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), também de 4,50%, segundo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta sexta-feira pela autoridade monetária. No geral, da divulgação da ata de abril para a de maio, houve uma redução da inflação.

No cenário de referência, que leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de câmbio em R$ 2,05 e da Selic em 9% ao ano em todo o horizonte relevante, a projeção para a inflação de 2012 se reduziu em relação ao valor considerado na reunião do Copom de abril e se encontra em torno do valor central de 4,5% para a meta. No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin) com analistas de mercado, no período imediatamente anterior à reunião do Copom, a projeção de inflação para 2012 também diminuiu e se encontra em torno do valor central da meta para a inflação.

"Para 2013, a projeção de inflação se manteve estável no cenário de referência e recuou no de mercado, mas ainda se posiciona, nos dois casos, acima do valor central da meta", observaram os diretores.

O Comitê também salientou que, desde a última reunião do Copom, a mediana das projeções coletadas pelo Gerin para a variação do IPCA em 2012 aumentou de 5,08% para 5,17%. Para 2013, a mediana das projeções de inflação aumentou de 5,50% para 5,60%. Nos casos específicos de bancos, gestoras de recursos e demais instituições (empresas do setor real, distribuidoras, corretoras, consultorias e outras), a mediana das projeções para 2012 deslocou-se de 5,08%, 5,06% e 5,08% para 5,09%, 5,17% e 5,20%, respectivamente. Para 2013, a mediana das projeções deslocou-se de 5,50%, 5,73% e 5,30% para 5,50%, 5,80% e 5,44%, na mesma ordem.

Gasolina e gás sem reajuste

O Banco Central manteve a previsão de que os preços ao consumidor da gasolina e do gás de cozinha devem terminar o ano com variação zero. No documento, os diretores do BC mantiveram, ainda, a expectativa de que as tarifas de telefonia fixa devem ter alta de 1,5% no decorrer do ano. Para a eletricidade, a expectativa é de aumento de 1,3%, mesmo patamar visto em abril. Para o conjunto de preços administrados, também nada mudou e foi mantida a previsão de que o conjunto de tarifas deve ter aumento de 4% em 2012 e alta de 4,5% em 2013.
 

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