Cerca de mil pessoas se reuniram na orla de Maceió no início da tarde deste domingo para a Marcha das Vadias - uma caminhada que nasceu no Canadá em protesto contra a ideia de que as mulheres são vítimas de estupro por causa da maneira como se vestem. A manifestação, que priorizou questões ligadas à violência, acontece dias antes ao lançamento, em Alagoas, do Plano Nacional de Segurança Pública. O Estado - o mais violento do Brasil, segundo o Ministério da Justiça - será o primeiro a receber as ações do Governo Federal, no dia 26 de junho.
Homens e mulheres gritavam palavras de ordem contrárias à homofobia e lesbofobia. "Beijo homem e beijo mulher, beijo quem quiser" era um dos refrães. O desfile buscou chamar a atenção contra a violência, a morte de mulheres, homens, crianças e de gays em Alagoas. De acordo com o movimento, a cada cinco minutos uma mulher é agredida no Brasil.
O protesto reivindicou a ampliação da delegacia para crimes contra as mulheres. Apenas dois municípios - dos 102 em Alagoas - têm delegacias para atender as mulheres, e elas não funcionam em horário integral. Segundo relatório do Conselho Nacional do Ministério Público divulgado na semana passada, Alagoas é o Estado brasileiro com menor número de delegacias. Além disso, 15% delas foram interditadas pela Justiça por riscos de cair.
Alguns casos foram lembrados durante a manifestação, como o de um morador de rua assassinado a pedradas e pauladas na praia de Ponta Verde, área nobre da capital, na semana passada.
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