O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ir à casa de Paulo Maluf (PP) para acompanhar o anúncio do apoio do ex-prefeito a seu candidato em São Paulo, Fernando Haddad. Ele já chegou ao local, na zona sul da capital paulista.
Lula conversou com alguns de seus principais assessores e conselheiros políticos antes de decidir participar do encontro.
Ele não gostaria de ir, mas o pepista exigiu a presença do ex-presidente para formalizar o apoio.
"O Lula vai ter que pagar esse mico", disse um dos coordenadores da campanha municipal do PT.
A aliança dará a Haddad 1m35s a mais de tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e foi selada após o partido de Maluf ganhar cargo no Ministério das Cidades.
Esta será a primeira vez em que PT e Maluf, adversários históricos na política paulistana, se aliam num primeiro turno.
No sábado, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que tem boicotado a campanha de Haddad, disse que a aliança é pior que um pesadelo.
A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), candidata a vice-prefeita na chapa de Haddad, afirmou que se sentiria desconfortável num palanque com Maluf.
Acusações
O ex-prefeito está na lista de procurados da Interpol e corre o risco de se preso e extraditado para os Estados Unidos caso deixe o país.
Ele é acusado pela Procuradoria-Geral de Nova York por suposta prática de lavagem de dinheiro e envio ilegal de US$ 11,6 milhões para uma conta bancária nos EUA.
Caso seja condenado, pode cumprir até 25 anos de prisão. Maluf nega todas as acusações.
Folha
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