Os governos do Paraná e do Rio Grande do Sul informaram nesta segunda-feira que subiu o número de mortos em decorrência da influenza A (H1N1), gripe suína, desde janeiro. Segundo a Secretaria de Saúde do Paraná, três casos foram registrados recentemente em Curitiba, Cornélio Procópio e São Mateus do Sul, o que eleva para cinco o número de óbitos em 2012. No Rio Grande do Sul, um morador de Condor que estava hospitalizado morreu hoje, subindo para três o número de casos fatais neste ano no Estado.
Mais da metade dos 64 casos da doença confirmados este ano no Paraná foram diagnosticados em junho. No Rio Grande do Sul, são 15 casos notificados. Na semana passada, Santa Catarina já havia confirmado 22 mortes desde o início do ano. Em 2009, foram registrados 159 mortes pela doença em todo o País.
"Mesmo com o fim da pandemia, o subtipo H1N1 continua circulando no mundo inteiro, agora produzindo apenas surtos localizados, porque a maioria das pessoas já está protegida contra ele, seja porque tiveram a infecção natural ou porque se vacinaram", informa o Ministério da Saúde em alerta emitido na última sexta-feira.
O ministério recomenda que sejam mantidas as ações de prevenção, como lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar o rosto com as mãos e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável quando tossir ou espirrar. As pessoas que apresentem sintomas como febre de início súbito, tosse ou dores na garganta, de cabeça, nos músculos ou articulações, devem procurar os serviços de saúde.
Mesmo antes da confirmação do diagnóstico por exames de laboratório ou agravamento dos sintomas, os médicos das regiões nas quais circula o subtipo H1N1 devem prescrever o antiviral oseltamivir (Tamiflu), em especial a gestantes, crianças, idosos, obesos e pessoas com doenças crônicas. No Paraná, os hospitais da rede privada que atendem casos de urgência já estão recebendo o medicamento.
Agência Brasil
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