Ministério Público derruba versão de Elize

Diário de SP


Os argumentos apresentados na última terça (19) pelo promotor José Carlos Cosenzo contra Elize Matsunaga derrubam a versão dela de crime passional e reforçam a tese de premeditação, defendida pela família do executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga desde a descoberta do assassinato. As mesmas argumentações levaram o juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri da capital, a aceitar a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra a viúva e a decretar a prisão preventiva dela. A reportagem  listou 18 argumentos usados pela acusação contra Elize. Segundo Cosenzo, Elize praticou homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe (banal), recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel.

O promotor denunciou a viúva ainda por ocultação de cadáver. Pelos agravantes do crime e o fato de ter sido praticado contra cônjuge, ele calcula que Elize deverá ser condenada a, no mínimo, 35 anos de prisão. O advogado da agora ré, Luciano Santoro, foi procurado várias vezes, mas não retornou.

Para o promotor, a motivação do crime foi dinheiro. Elize e Marcos estavam casados em regime de separação parcial de bens. Porém, ela era beneficiária exclusiva de um seguro de vida de R$ 600 mil feito pelo marido. Ela também seria a administradora da herança da filha de 1 ano, caso o assassinato não fosse descoberto. “Vinda de família humilde e ex-garota de programa, não queria perder o status e a vida confortável. Elize estava assistindo a um filme do qual já havia sido protagonista”, diz. Marcos a estaria trocando por uma garota de programa como fez com a primeira mulher quando a conheceu.

FICAR NA CADEIA - O promotor afirma que Elize em liberdade colocaria em risco a segurança de pelo menos quatro importantes testemunhas, entre elas N., a amante de Marcos, e o reverendo Renê Gotz, que alertou o executivo do risco de vir a ser morto. Outro motivo é que abalaria a ordem pública ao obrigar vizinhos e conhecidos a vê-la nas ruas. “Ela seria muito burra se ficasse por aqui e burra não é.”

Elize deverá permanecer na cadeia pelo menos até o final da instrução do processo, que por lei não deve ultrapassar 81 dias.


 

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