Vídeo mostra mais de 100 disparos e 5ª vítima de chacina segue em hospital

Jovem, de 20 anos, ainda está internada com outra pessoa no hospital
Midiamax / Imagens: Reprodução/ABC Color
12/10/2021 13h00
Veículo atingido pelos disparos / Imagens: Reprodução/ABC Color

Foi confirmada pela polícia paraguaia e negada horas depois na manhã desta terça-feira (12), a morte da quinta vítima da chacina ocorrida em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, no último sábado (9). Trata-se de uma brasileira, identificada como Rhafaelli Alves do Nascimento, de 20 anos.

 

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As primeiras informações eram de que a menina havia morrido, mas a polícia se retratou horas depois e corrigiu a informação. A morte chegou a ser confirmada pelo Chefe de Investigação de Homicídios da polícia paraguaia, coronel Hugo Grance, e negada. Ela segue internada no hospital com outra vítima. 

 

Pelo menos 100 disparos de diversos calibres foram feitos contra a GM/Trailblazer, com placas de Santa Catarina com registro de furto, onde as vítimas estavam. Morreram na hora Kaline Reinoso, Osmar Vicente Álvarez Grande, o 'Bebeto', Rhannye Jamilly e Haylée Carolina Acevedo Yunis, filha do governador do Departamento de Amambay.

 

"Briga interna"

O subcomandante da Polícia Nacional do Paraguai, coronel Gilberto Fleitas, afirmou ao “ABC Color” que não há relação da chacina com outros ataques acontecidos na fronteira, em referência à morte do vereador de Ponta Porã Farid Affif, também no sábado (9).

 

Conforme apurado pela “Futura FM”, de Amambay, a residência fica na colônia Cerro Cora'i, e está há uma quadra da fronteira. Segundo o chefe policial da operação, todos são brasileiros. 

 

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O atentado que matou quatro pessoas estaria relacionado a um conflito interno entre 'Bebeto' – Osmar Vicente Álvarez Grance –, uma das vítimas, e um grupo dedicado ao narcotráfico no Brasil. "Seria mais uma questão interna ligada ao mercado brasileiro. Haveria um conflito com esta pessoa, Bebeto", afirmou.

 

A caminhonete foi localizada em uma estrada vicinal na Colônia Virgen de Caacupé, após moradores acionarem a polícia. Chegando ao local, os policiais verificaram que o veículo tinha características similares ao que teria sido utilizado no atentado e foi identificado durante as investigações.

 Segundo a Polícia Nacional do Paraguai o alvo dos atiradores seria Osmar Vicente Álvarez Grande, o 'Bebeto' - Foto: Redes sociais

O diretor da polícia de Amambay Carlos Miguel López Russo, foi pessoalmente ao local do achado. A caminhonete tem placas brasileira e trata-se de uma Toyota/Hilux, ano 2014/2015, da cidade de Várzea Paulista, Estado de São Paulo.

 

O veículo foi encontrado horas depois de membros da equipe de investigação afirmar que tinham fortes indícios para esclarecimento do crime, mas que não daria maiores informações para não atrapalhar o andamento.

 

SUV furtado

O carro utilizado pelas vítimas da chacina tem placas da cidade de Navegantes, em Santa Catarina, e registro de roubo. O veículo foi atingido por pelo menos 100 tiros fuzil de vários calibres.

 

Trata-se de uma Chevrolet/Trailblazer, ano e modelo 2016. A suspeita é de que o carro era dirigido por Osmar Vicente Álvarez Grance, vulgo 'Bebeto', que seria o alvo do atentado.

 

Operação prendeu 6 brasileiros

Seis são brasileiros que estavam em uma casa no bairro Maria Victoria, em Pedro Juan Caballero e foram presos na segunda-feira (11) - Foto: Polícia Nacional do Paraguai/Divulgação

Seis brasileiros foram presos nesta segunda-feira (11), durante operação que apura a chacina ocorrida na fronteira, a Polícia Nacional Paraguaia. Na casa, os agentes do Departamento de Investigações da polícia paraguaia também apreenderam um Fiat/Uno cor cinza com placas de Santa Rita do Pardo, um VW/Voyage cor branca com placas de Belo Horizonte (MG) e um Fiat/Palio cor prata com placas de São José do Rio Preto (SP). Também foram encontradas três placas de outros veículos, celulares, joias e 74 gramas de maconha.

 

Os nomes dos presos foram divulgados pela polícia como Hywulsson Foresto, Juares Alvers da Silva, Luis Fernando Armani e Silva Simões, Gabriel Veiga de Souza, Farley José Cisto da Silva Leite Carrijo e Douglas Ribeiro Gomes.

 

Outro suspeito foi preso no domingo (10) após perseguição que envolveu policiais paraguaios e brasileiros.

 

Os mandados de busca e apreensão e prisão foram expedidos pelo juiz criminal do Segundo Turno da Comarca de Amambay, Juan Martín Areco Torraca, para que fossem cumpridos apreensão de veículos de procedência duvidosa, suposta posse de maconha, entrada em domicílio e elementos processuais de quádruplo homicídio. Os presos foram transferidos para o Departamento de Investigações de Amambay.

 

Críticas 

O governador de Amambay, Ronald Acevedo, fez duras críticas ao governo paraguaio no combate ao crime organizado, dizendo que não acredita na justiça dos homens para encontrar quem matou sua filha, Haylee Carolina.

 

“Estamos destroçados”, disse Acevedo, em entrevista a uma rádio paraguaia. “Essas duas meninas que estavam com minha filha, estudantes de Medicina, também vieram para novo sonho, encontraram a nova Colômbia, a nova Sinaloa [México], chamada Pedro Juan Caballero”, disse o governador, referindo-se ao cartel mexicano mais perigoso do mundo.



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