Justiça mantém PM aposentado preso em operação da PF em Nova Andradina

Apesar de obter liberdade provisória pelo flagrante de arma encontrada em sua residência, Montagneri seguirá preso por força de mandado de prisão preventiva; decisão prevê monitoramento eletrônico

Da Redação


A Justiça Federal homologou a prisão em flagrante do policial militar aposentado Milton Montagneri, detido na manhã de sexta-feira (6), em Nova Andradina, após a Polícia Federal encontrar uma espingarda calibre 12 sem registro em sua residência, localizada no bairro Cristo Rei.

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A apreensão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Federal de Ponta Porã, no âmbito da “Operação Dupla Face”, que investiga crimes federais. Durante as diligências na casa do investigado, os agentes localizaram uma espingarda da marca Boito sem documentação de posse, o que, em tese, configura o crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, previsto no Estatuto do Desarmamento.

Na audiência de custódia realizada em Ponta Porã nesse sábado (7), o magistrado analisou a legalidade da prisão e decidiu homologar o flagrante, entendendo que a abordagem ocorreu dentro das formalidades legais e que não foram identificadas irregularidades na atuação policial.

Espingarda calibre 12 sem registro foi apreendida pela Polícia Federal na residência do investigado – Foto: Jornal da Nova

Apesar disso, a Justiça optou por não converter o flagrante em prisão preventiva em relação ao crime de posse irregular de arma, considerando que a pena máxima prevista é inferior a quatro anos e que o investigado é primário, possui residência fixa e não tem antecedentes criminais.

Com isso, foi concedida liberdade provisória mediante medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico por até 180 dias, além da fixação de fiança equivalente a cinco salários mínimos.

No entanto, Montagneri continuará preso, pois há um mandado de prisão preventiva em vigor, expedido no processo principal que originou a operação policial. Assim, a eventual soltura depende de decisão da Justiça Federal responsável pela investigação.

Durante a audiência, o custodiado informou ser policial militar aposentado, ter renda mensal entre R$ 6,5 mil e R$ 7 mil, além de possuir imóveis e um veículo. Ele também relatou fazer uso contínuo de medicamentos para controle da pressão arterial e outros problemas de saúde, motivo pelo qual o juiz determinou que a unidade prisional garanta acesso ao tratamento médico necessário.

Viaturas da PF no endereço do suspeito - Foto: Jornal da Nova

A Justiça ainda determinou que o preso seja avaliado por médico do sistema prisional no prazo de até 15 dias, caso seja necessária a realização de exames ou acompanhamento clínico. Ele está custodiado no Presídio Militar em Campo Grande.

A reportagem do Jornal da Nova tentou contato com a defesa do investigado, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

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