Policial / Polícia
Justiça mantém prisão de quarteto suspeito de golpe do falso advogado em Nova Andradina
Decisão do juiz das garantias de Três Lagoas converte flagrante em preventiva e aponta gravidade dos crimes e risco à ordem pública
Da Redação
A Justiça manteve a prisão do quarteto suspeito de envolvimento no chamado “golpe do falso advogado”, com atuação em Nova Andradina. A decisão foi proferida pelo juiz das garantias da Vara Criminal de Três Lagoas durante audiência de custódia, que resultou na conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas.
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Os investigados, Paula Raquel Campiteli, Alexandro dos Santos de Sá, Maicon Willian da Silva Santos e Marcos Daniel de Souza Silva, foram presos sob suspeita de participação em esquema de fraude eletrônica e associação criminosa.
Conforme consta no termo de audiência, não foram identificadas irregularidades no flagrante, sendo afastadas as alegações da defesa quanto à ilegalidade da prisão. O magistrado entendeu que a situação de flagrância estava caracterizada, inclusive pela posse de valores oriundos da prática criminosa, o que reforça os indícios de autoria.
Ainda segundo a decisão, a associação criminosa teria caráter permanente, o que permite a manutenção do estado de flagrância ao longo do tempo, mesmo com intervalo entre o fato e a prisão. O juiz destacou que há provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, além de elementos que demonstram o risco que a liberdade dos suspeitos representa.
A conversão para prisão preventiva foi fundamentada na necessidade de garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. O magistrado também ressaltou a gravidade concreta dos fatos, mencionando que o crime teria atingido vítima idosa e que há indícios de reincidência entre os envolvidos.
Outro ponto destacado na decisão é que uma das investigadas, a Campiteli, já estaria em cumprimento de pena e, ainda assim, teria voltado a delinquir, o que reforçou o entendimento pela necessidade da prisão.
Com isso, a Justiça determinou a expedição dos mandados de prisão preventiva, mantendo os quatro suspeitos custodiados à disposição do Poder Judiciário.
O caso ganhou repercussão após investigações apontarem a atuação do grupo em fraudes conhecidas como “golpe do falso advogado”, prática criminosa que consiste em enganar vítimas com falsas promessas ou cobranças indevidas utilizando identidade profissional fictícia.
Entenda o caso
As investigações tiveram início após uma vítima de 64 anos procurar a Delegacia de Polícia e relatar que havia sido enganada por criminosos que se passaram por advogados por meio do aplicativo WhatsApp.
Utilizando linguagem técnica e aparência de legitimidade, os golpistas induziram a vítima a realizar uma transferência bancária no valor de R$ 68.589,21.
Após a confirmação da fraude, equipes da Seção de Investigações Gerais (SIG) iniciaram diligências e conseguiram localizar parte dos suspeitos em Nova Andradina, além de recuperar parte do dinheiro obtido no crime.
As apurações indicaram que o grupo atuava de forma estruturada, utilizando contas bancárias de terceiros, saques em dinheiro e transferências via PIX para dificultar o rastreamento dos valores.
A modalidade criminosa é conhecida como “golpe do falso advogado”, em que os autores simulam atuação jurídica para exigir pagamentos indevidos, geralmente sob a justificativa de custas processuais ou liberação de valores judiciais.
Os suspeitos foram autuados em flagrante e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e verificar a existência de novas vítimas.
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