Policial / Polícia
Acusados de homicídio vão a júri popular no dia 7 em Nova Andradina
Caso apura morte de André Brasil de Oliveira, ocorrida em março de 2024, em Nova Casa Verde; três réus foram pronunciados e seguem respondendo por crimes ligados ao assassinato
Da Redação
A Justiça marcou para o próximo dia 7 de abril, a partir das 9h, no Tribunal do Júri de Nova Andradina, o julgamento de um caso de homicídio qualificado que tramita na comarca e teve grande repercussão em 2024.
Leia também
| Três são presos por homicídios e tentativa de homicídio em Nova Andradina, Batayporã e Angélica
| Cadáver é encontrado na região de Nova Casa Verde
De acordo com os autos do processo, o crime ocorreu em 16 de março de 2024, por volta das 17h, no estabelecimento comercial conhecido como “Varandas”, nas imediações da Agrovila, no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina. A vítima, André Brasil de Oliveira, foi morta por disparos de arma de fogo.
Segundo a denúncia, Wesley Olial de Oliveira teria agido com a participação de Solange da Silva Dias e Dieizon Santos de Oliveira, em ação conjunta para executar a vítima. O Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, já que André teria sido surpreendido, desarmado e sem reação.
Ainda conforme a acusação, após os disparos, Wesley teria colocado o corpo da vítima no porta-malas de um veículo e o abandonado às margens da BR-267, na altura do km 114, em Nova Andradina. Já Dieizon é apontado como responsável por limpar vestígios de sangue no local do crime, com o objetivo de alterar a cena e dificultar o trabalho da perícia.
As investigações avançaram após a Polícia Civil receber informações, no dia 18 de março de 2024, sobre um cadáver encontrado às margens da rodovia. A partir daí, diligências conduzidas pela Seção de Investigações Gerais (SIG) levaram à prisão em flagrante dos acusados.
Nos autos, consta que Wesley teria admitido o crime em depoimento prestado na fase policial. Dieizon confirmou que limpou o local, enquanto Solange exerceu o direito de permanecer em silêncio.
A denúncia foi recebida pela Justiça, e, ao longo da instrução processual, foram ouvidas testemunhas e realizados os interrogatórios dos réus. Ao final, o Ministério Público pediu a pronúncia dos acusados nos termos da denúncia. As defesas, por sua vez, solicitaram impronúncia, absolvição sumária ou afastamento da qualificadora, conforme a situação de cada réu.
Com base na materialidade do crime e nos indícios suficientes de autoria, os três réus foram pronunciados para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão foi mantida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que negou provimento aos recursos apresentados pelas defesas. O acórdão transitou em julgado em 10 de novembro de 2025.
Agora, o processo entra na fase final, com a realização do júri popular marcada para 7 de abril, às 9h, em Nova Andradina, quando os jurados irão decidir sobre a responsabilidade dos acusados pelos crimes imputados.
Cobertura do Jornal da Nova
Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!






