Economia & Negócios / Economia
Petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 após fala de Trump e tensão no Oriente Médio
Barril do Brent chega a US$ 108 e WTI atinge US$ 111, impulsionados por escalada do conflito envolvendo Irã
Luis Gustavo, Da Redação*
Os preços do petróleo registraram forte alta na manhã desta quinta-feira (2), com o barril ultrapassando a marca de US$ 100 no mercado internacional. A disparada ocorre após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de quarta-feira (1º), em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio.
O petróleo tipo Brent, referência global, subiu quase US$ 8 e passou a ser negociado próximo de US$ 108 por barril. Já os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, avançaram cerca de US$ 10, chegando a US$ 111 — a maior alta absoluta desde 2020.
Durante o discurso, Trump afirmou que pretende ampliar os ataques nas próximas semanas e adotou um tom agressivo ao comentar o cenário militar. Ele declarou que os Estados Unidos irão agir “com extrema força” e fez afirmações sobre supostas vitórias contra forças iranianas, sem apresentar evidências concretas.
O conflito, que já dura 34 dias, teve início em 28 de fevereiro, após ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde então, a tensão tem gerado impactos diretos no mercado global de energia.
A região afetada é estratégica para o fornecimento de petróleo, concentrando grandes produtores e rotas essenciais, como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial. O risco de interrupção no fluxo tem pressionado os preços e provocado instabilidade na cadeia global da commodity.
Antes do início da guerra, o barril era cotado em torno de US$ 70. Na quarta-feira (1º), o Brent já era negociado acima de US$ 101 (cerca de R$ 520), indicando uma escalada contínua desde o agravamento do conflito. *Com informações da Agência Brasil.
Cobertura do Jornal da Nova
Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!





