Nacional & Geral / Internacional
Irã desafia EUA e mantém controle sobre Estreito de Ormuz em meio à escalada de tensões
Teerã afirma que novas regras serão impostas na região e rejeita exigências norte-americanas para encerrar conflito
Luis Gustavo, Da Redação*
Em meio a mais um ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como era”, especialmente para os interesses norte-americanos e israelenses.
A afirmação foi divulgada em comunicado publicado nas redes sociais no domingo (5), no qual a força iraniana informou que está finalizando os preparativos operacionais para estabelecer uma “nova ordem” no Golfo Pérsico. Segundo o governo iraniano, novas regras de navegação devem ser implementadas no estreito em parceria com Omã, sem a participação de potências estrangeiras.
O Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo, permanece fechado desde o início da ofensiva envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. Atualmente, apenas embarcações autorizadas por Teerã têm permissão para atravessar a região.
No domingo (5), Trump voltou a elevar o tom e ameaçou lançar “o inferno” contra o Irã caso o país não reabra o estreito até esta terça-feira (7). O presidente norte-americano também afirmou que poderá destruir o Irã “enquanto nação” caso não haja aceitação imposta por Washington, incluindo declarações sobre levar o país à “Idade da Pedra”.
Acordo distante
Um documento com 15 pontos, apresentado como proposta dos Estados Unidos para encerrar o conflito, inclui exigências como o fim do programa nuclear iraniano e o desmantelamento do sistema balístico do país.
Em coletiva realizada nesta terça-feira (7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou a proposta, classificando-a como “excessiva, incomum e ilógica”.
O governo iraniano, por sua vez, exige compensação financeira pelos danos causados pelos ataques, a retirada das bases militares norte-americanas da região e o fim completo da guerra, incluindo as frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza.
Já o porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, afirmou que o objetivo agora é forçar o inimigo a um “arrependimento genuíno” para evitar novos confrontos no futuro. Segundo ele, os adversários não conseguiram atingir seus objetivos até o momento.
Ataques e retaliações
O Irã também anunciou novos ataques contra alvos ligados a Israel e aos Estados Unidos no Oriente Médio. De acordo com o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, a 98ª onda de ofensivas atingiu um navio porta-contêineres e locais considerados estratégicos em cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer.
Zulfiqari alertou que qualquer ataque contra civis será respondido com ações mais intensas e abrangentes, podendo ampliar significativamente os danos ao inimigo.
Chefe de inteligência morto
Em meio à escalada do conflito, o Irã confirmou a morte de mais um alto dirigente militar. O chefe da inteligência da Guarda Revolucionária, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, foi morto em um ataque aéreo israelense na capital, Teerã.
O episódio reforça o aumento das tensões na região e indica que o conflito segue sem perspectiva de solução imediata. *Com informações da Agência Brasil.
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