Suspeito de matar travesti em Nova Andradina alegou extorsão e diz estar arrependido, afirma defesa

Advogado afirma que acusado teria sido ameaçado pela vítima após cobrança de suposta dívida em bar da cidade; defesa vai pedir revogação da prisão preventiva

Da Redação


O advogado de Erik Lacerda Chagas, de 32 anos, preso suspeito de matar a travesti conhecida pelo nome social de Kelly Laura, em Nova Andradina, afirmou que o cliente alegou ter sido vítima de extorsão momentos antes do crime ocorrido na madrugada da última sexta-feira (15).

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Durante entrevista ao Jornal da Nova, o advogado Henaglyton Corneto, relatou que Erik teria ingerido bebida alcoólica ao longo do dia e não se recordaria com clareza de todos os detalhes da ocorrência. Segundo o advogado, o suspeito contou à polícia que esteve no estabelecimento acompanhado de amigos e que já havia quitado a conta antes de sair do local.

Conforme a versão apresentada pela defesa, ao retornar ao bar e consumir mais bebidas, Kelly teria cobrado novamente um valor de aproximadamente R$ 1.150, referente a despesas que, segundo Erik, já haviam sido pagas anteriormente a uma funcionária do local.

Vítima Kelly Laura - Foto: Redes sociais

Ainda de acordo com o advogado, a vítima teria chamado o suspeito em um canto do estabelecimento e feito ameaças envolvendo a esposa dele. A defesa sustenta que Kelly afirmou saber onde Erik morava e teria citado o endereço e o nome da companheira dele, exigindo o pagamento da dívida.

“Ele ficou assustado com a situação”, afirmou o advogado, acrescentando que, abalado emocionalmente e sob efeito de álcool, o suspeito teria ido até a residência, pegado uma arma de fogo e retornado ao local.

Segundo o relato da defesa, Erik efetuou quatro disparos, apesar de portar seis munições na arma. O advogado declarou que o cliente afirma ter se arrependido logo após os tiros e que teria deixado o local sem saber se havia atingido a vítima. A arma utilizada no crime teria sido descartada posteriormente.

Local onde ocorreu o crime - Foto: Jornal da Nova

A defesa também negou que Erik fosse frequentador assíduo do estabelecimento. Conforme o advogado, ele teria ido ao local apenas duas vezes, sendo a última delas na noite do crime, após sair de uma conveniência com amigos.

O suspeito se apresentou espontaneamente à Polícia Civil acompanhado do advogado. A defesa informou que irá protocolar pedido de revogação da prisão preventiva para que Erik responda ao processo em liberdade.

“O pedido não significa impunidade. Caso haja condenação futuramente, ele irá cumprir a pena determinada pela Justiça”, declarou o advogado.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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