Nacional & Geral / Internacional
Líder do Irã promete vingança por morte de Khamenei: 'Nossa nação exige'
Mojtaba Khamenei assumiu o comando máximo do país após morte do pai em ataque dos EUA
Por Band
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou em comunicado divulgado no X (antigo Twitter), neste sábado (11), que a vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, é uma exigência da nação e será concretizada.
"Nós nos comprometemos a vingar o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas [recentes] guerras, tomando vingança contra os assassinos criminosos e desonrosos. Esta vingança é o que a nossa nação está exigindo, e isso deve definitivamente ser feito", disse Mojtaba Khamenei.
Ali Khamenei foi morto em 28 de fevereiro em um ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel. A mensagem por escrito de Mojtaba foi publicada após o encerramento do funeral de quatro dias do pai, nessa sexta-feira (10). O novo aiatolá ainda não fez aparições públicas desde que assumiu o cargo.
A manifestação ocorre poucas horas após o presidente Donald Trump ameaçar ‘dizimar’ o Irã caso o país tente assassiná-lo. “Mil mísseis estão prontos para serem lançados caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, proferida em diversos cantos do mundo, de assassinar ou tentar assassinar o atual presidente dos EUA”, afirmou Trump.
A ameça aconteceu após a inteligência israelense alertar o presidente dos Estados Unidos sobre um possível plano com essa finalidade. A inteligência israelense detalhou que a nova conspiração é recente, embora os EUA já monitorem um fluxo constante de ameaças contra o presidente.
O novo líder supremo iraniano afirmou na publicação deste sábado que seu pai foi um mártir e completou que “os assassinos criminosos e desonrosos do líder mártir, cujos nomes estão plenamente documentados, dos escalões mais altos aos mais baixos, levarão seu sonho de uma morte pacífica na cama até o túmulo”.
Fim de cessar-fogo e negociações
Uma fonte ligada à equipe de negociação do Irã informou à Fars, agência de notícias iraniana, que o governo do país descarta iniciar novas conversas sobre a guerra enquanto os Estados Unidos não recuarem de suas posições e cumprirem termos firmados anteriormente.
A afirmação contradiz o presidente Donald Trump, que afirmou, na sexta-feira, que o Irã havia solicitado a retomada das negociações. Em suas redes sociais, ele disse que concordou com a volta das conversas, mas destacou que reafirmou ao país persa o fim do cessar-fogo.
Entre as exigências de Teerã para a retomada do diálogo estariam a implementação de um grupo de trabalho especial para discutir o conflito entre Israel e o Líbano, a garantia de livre tráfego pelo Estreito de Ormuz e a normalização das exportações de petróleo iraniano.
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